Trabalho: perguntar não ofende! Será mesmo?

Conheça os questionamentos considerados mais nocivos no ambiente de trabalho e fuja deles para evitar conflitos e garantir seu emprego

SÃO PAULO – Discrição e profissionalismo são atributos que valem ouro em uma empresa, afinal, é raro encontrar hoje um colaborador que realmente saiba se dirigir corretamente ao seu gestor ou mesmo aos seus colegas de trabalho. Portanto, se você é um dos poucos que acreditam que perguntar não ofende, lembre-se: nem todo questionamento pode ofender, desde que as perguntas não sejam feitas da forma errada. Certo?

Ao que parece, atualmente, são poucos os profissionais que realmente têm consciência desse fato. Se você ainda tem alguma dúvida disso, basta olhar ao redor e se lembrar: quantas vezes você já foi questionado por pessoas que, na verdade, deveriam estar mais ocupadas cuidando do próprio trabalho?

Pior, na ocasião, o questionamento foi tão constrangedor que você não sabia se respondia, se ficava mudo ou se pedia licença para ir tomar um café naquele exato momento? Pois bem! São destas abordagens consideradas nocivas que estamos falando!

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Mas você sabe que tipo de perguntas são essas?

Inconveniência à vista
De acordo com a consultora de etiqueta corporativa e marketing pessoal, Ligia Marques, as piores possíveis. “Questionar o colega sobre o quanto ele recebe ou de quanto foi o aumento dele são algumas das piores perguntas na minha opinião”, diz Ligia.

Para ela, essa informação interessa somente ao próprio colaborador que recebeu a promoção e não deve ser compartilhada com mais ninguém da empresa.

Outras que também não costumam agradar são as invasões pessoais. “Todos estão cientes de que um funcionário faltou para ir ao médico e, quando ele retorna, alguém pergunta se ele está doente”, exemplifica.

Para ela, as perguntas que dizem respeito à vida pessoal de alguém deveriam ser muito bem elaboradas antes de serem feitas, para não invadirem a privacidade.

E quando envolve o chefe?
Mas, para quem acha que criar conflito no trabalho com os colegas não é o suficiente, imagine só quando o alvo das perguntas indiscretas passa a ser ninguém menos que o próprio líder. Complicado, não?

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Segundo Ligia, um exemplo comum neste caso ocorre quando um profissional passa a questionar a própria chefia. “Existem colaboradores que pedem para fazer o trabalho do colega, pois acham que são mais competentes que ele para a execução do trabalho, e isso gera conflito com o gestor”, diz.

Outro caso típico ocorre quando um subordinado tenta especular um assunto. “O profissional chega ao ponto de questionar o colega, assim que ele sai da sala do chefe para saber o que aconteceu após uma reunião. O pior é que ele faz isso percebendo que o colega em questão levou uma bronca. Isso é desaconselhado, não se trata de assunto que diz respeito à mais ninguém”, informa.