Trabalho em eventos: forma de garantir grana extra acaba virando carreira

Com o passar do tempo, muitos jovens acabam vivendo disso. Ter desenvoltura e saber conversar são essenciais para o trabalho

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SÃO PAULO – Neste ramo, não existe hipocrisia: beleza é essencial. Quem trabalha em eventos precisa ter uma boa aparência e, além disso, ser bem comunicativo. “Tem que ter fluência”, garantiu o sócio-proprietário da Team Eventos, Douglas Batista. Normalmente, quem participa deste mercado são jovens com idade entre 18 e 35 anos.

A jornalista Vanessa Costa, que fez eventos durante os primeiros anos da faculdade para poder arcar com as mensalidades, concorda: “beleza é fundamental, mas altura não é. Afinal, estamos falando de evento e não de passarela. Além disso, é preciso ter desenvoltura, saber conversar e, às vezes, ter experiência”.

Como começar?

De acordo com Vanessa, há muitas chances de se começar do zero nesta carreira. O primeiro passo, conforme ela disse, é tirar umas “fotos legais”. Depois, procurar agências de eventos e fazer um cadastro, sempre tomando cuidado para não cair em nenhuma cilada, o que acontece bastante neste ramo. Um exemplo: alguém contrata e simplesmente não paga.

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Na agência de Batista, num primeiro momento, os interessados fazem um cadastro, com dados pessoais e foto. “Com esta análise, um grupo já é selecionado. No passado, metade já ficava nessa triagem. Hoje, como tem demanda por diversos perfis, apenas 25% ficam na primeira triagem”, afirmou. Os que passaram são submetidos a entrevistas presenciais, inclusive com o cliente.

Salário

Batista afirmou que, normalmente, paga-se R$ 100 por um dia de trabalho, mas os cachês podem chegar a R$ 250, dependendo do evento que se faz e do período. “Um cachê legal hoje, apenas para recepção, é de R$ 120 por oito horas de trabalho”, exemplificou. Mas existem também os eventos mais longos. “Tenho um pessoal que vai ficar de 28 de dezembro a 26 de janeiro na praia e vai receber R$ 2,5 mil”.

Questionado sobre se são pagos vale-transporte ou refeição, ele disse que, normalmente, não. Vanessa concorda, mas acrescenta dizendo que, quando no evento há buffet, os promotores costumam oferecer alguma refeição. Quanto ao vale transporte, pode ser que a agência ofereça ônibus para o local. Porém, na maioria das vezes, “é cada um por si”.

É possível viver disso?

De acordo com Batista, existem muitas pessoas que vivem de fazer eventos, mas que passaram a atuar neste mercado por consequência, não por opção. Elas, como no caso de Vanessa, precisavam de dinheiro rápido para arcar com uma despesa, muitas vezes a faculdade, e acabaram ficando neste mercado.

“Tenho uma amiga que só trabalha com evento. Como ela é bilíngue, acaba ganhando mais, uns R$ 200 por dia. Se você pensar num cachê de R$ 100, o mais básico, e trabalhar os 20 dias do mês, você ganha R$ 2 mil”, explicou Vanessa. A cifra, de acordo com a jornalista, atrai muitas meninas de outras regiões do País.