Trabalho em equipe: morar em república pode ser um grande diferencial

Viver com "desconhecidos" sob o mesmo teto desenvolve habilidades, como respeitar limites e ter responsabilidade

SÃO PAULO – Viver em república. Para quem pensa que a experiência só traz responsabilidade financeira, está muito enganado. Muitas habilidades são desenvolvidas quando os jovens saem de casa para ir morar com pessoas “desconhecidas”.

Pois essas habilidades podem ser consideradas pelas empresas na hora da contratação. Isso porque, morar sem o auxílio de parentes ou pessoas conhecidas é como um grande desafio. A mesma situação é vivida quando uma pessoa chega a um novo emprego, onde não conhece o ritmo e deve se adaptar às normas.

Veja abaixo quais as habilidades desenvolvidas por quem mora em república, e que podem ser consideradas um diferencial na hora da contratação.

Estabelecer e respeitar limites

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Imagine você dormir e acordar numa casa com pessoas que não conhece. Saber o nome, origem, profissão não basta. Nessas horas o mais importante é conhecer o caráter e respeitar os limites.

Alguns fatores que podem ser banais para você e que sequer lhe incomodam, podem não ser convenientes do ponto de vista de outras pessoas. Por isso, a conversa é a melhor opção nesta hora, para que se chegue a um ponto em comum e se estabeleça o que é aceitável ou não.

Desenvolver responsabilidades

Ao morar com outras pessoas, as tarefas devem ser divididas ou compartilhadas, como o que acontece em grandes projetos em empresas. Em repúblicas acontece como em companhias: se alguém não fizer o trabalho designado, a situação com os outros ficará frágil.

A partir do momento em que o morador se compromete com uma atividade, ela deve se organizar e levar adiante, para que não prejudique as outras pessoas. Quando não se pode realizá-la, a pessoa deve ter responsabilidade e comunicar o motivo.

Saber ouvir e falar quando necessário

Pessoas que não gostam de conversar e outras que falam sem parar. Os dois hábitos devem ser quebrados quando se divide uma casa ou apartamento. É preciso fazer tudo na base de discussão, para se chegar a um consenso.

Nas empresas, acontece o mesmo procedimento. A pessoa deve dar sua opinião e ser criativa, mas existe o momento e a hora certa disso ser feito. É preciso ter autocontrole e perceber que nem sempre o que será dito é relevante e resolverá alguma situação.