Visto 457

Trabalhar na Austrália vai ficar mais difícil para os estrangeiros; entenda

A mudança foi anunciada nesta terça-feira (18)

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SÃO PAULO – O primeiro-ministro da Austrália, Malcolm Turnbull, anunciou nesta terça-feira (18) o fim de um programa de visto temporário para trabalhadores estrangeiros, que permitia trabalhar no país por um período de até quatro anos. Ele afirmou ainda que este programa será substituído por permissões que exijam uma maior qualificação profissional.

“Nós queremos garantir que os empregos e valores australianos sejam colocados em primeiro lugar. Nós sempre fomos e sempre seremos uma nação de imigrantes, mas nós temos que garantir que a origem deste sucesso seja mantida, e é função do nosso sistema de imigração trabalhar no interesse nacional”, afirmou Turnbull em um vídeo publicado no Facebook.

O programa de visto revogado é o “457”, concedido a trabalhadores e seus familiares, com o objetivo de permitir que empregadores tivessem a oportunidade de preencher lacunas no mercado de trabalho australiano. Ele será substituído, como conta o portal CNN, por dois vistos temporários: um com duração de dois anos e outro, com duração de quatro anos. Segundo o governo australiano, os estrangeiros que já possuem o visto “457” não serão afetados pelas mudanças.

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Os novos vistos exigem pelo menos dois anos de experiência profissional, maior conhecimento da língua inglesa, testes mais rigorosos para entrar no mercado de trabalho e verificação de antecedentes criminais. Além disso, o número de cargos elegíveis para o visto será reduzido de 651 para 435, e as taxas de inscrição irão aumentar.

“Os trabalhadores estrangeiros são trazidos para a Austrália para preencher lacunas críticas de habilidades e não simplesmente porque um empregador acha que é mais fácil recrutar um funcionário estrangeiro do que entrar no processo de contratar um cidadão australiano”, diz Turnbull.

Em setembro de 2016, mais de 95 mil pessoas residiam na Austrália com este tipo de visto, de acordo com os últimos dados divulgados pelo departamento de imigração. Um quarto dos detentores é da Índia, seguida pelo Reino Unido, com 19,5% e China, com 5,8%.