Trabalhar como trainee ou em empresa pequena: o que é melhor para sua carreira?

Conheça os prós e os contras de trocar um programa de trainee por uma empresa pequena com alto potencial de crescimento

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SÃO PAULO – Com bons salários iniciais e excelentes planos de carreira, os programas de trainees são atualmente o sonho de qualquer recém-formado ou estudante que queira entrar de cabeça no mercado de trabalho. Mas sair da faculdade ganhando mais de R$ 2 mil por mês e ainda ter perspectivas de crescimento dentro da empresa não é nada fácil. O candidato a trainee é obrigado a concorrer com milhares de jovens altamente qualificados numa maratona de provas, entrevistas e dinâmicas de grupo, que podem durar semanas.

Por outro lado, mesmo com a reviravolta que atravessa o mercado de trabalho para jovens executivos, empresas de pequeno porte (porém, com ótimo potencial de aumento de receitas) oferecem boas oportunidades para recém-formados com pouca experiência. A questão é analisar o que de fato é a melhor alternativa para sua carreira.

Posições de destaque

Obviamente, apenas grandes empresas podem investir em treinamento de recém-contratados para assumir cargos estratégicos no médio prazo.
As empresas menores preferem contratar mão-de-obra pronta, indicada para desempenhar, de imediato, funções gerenciais dentro da corporação. Não têm tempo nem capital para investir no aperfeiçoamento do jovem executivo. Mas precisam oferecer um valor bem atraente para aqueles que acabaram de sair da universidade.

O potencial dos pequenos

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A pequena empresa não oferece um plano de carreira tão promissor quanto uma multinacional. Mas, por outro lado, passar por um programa de trainees não é sinônimo de sucesso. Mesmo que o trainee tenha se esforçado, ele corre o risco de não evoluir na empresa. Este é, sem dúvida, um grande passo, mas não totalmente garantido. Em uma empresa pequena, para quem está começando, as oportunidades são grandes.

Mesmo que não ofereçam altos salários, dependendo do potencial da empresa, o iniciante tem a oportunidade de crescer bem rápido. Isso não acontece com qualquer empresa, mas naquelas que, de uma hora para outra, explodem e apresentam boas chances para o recém-formado.

Isto porque um estagiário contratado há um certo tempo e que conheça a empresa e o setor, terá prioridade no momento de ocupar um cargo de gerência, acompanhando esta etapa evolutiva do negócio. Para a empresa, vale mais a pena ficar com ele, ao invés de contratar outro profissional mais experiente, mas com vícios de trabalho.

De fato, crescer dentro de uma multinacional com capital e disposição para treinar mão-de-obra estratégica tende a ser muito mais fácil, em comparação com pequenas empresas, que não podem investir diretamente na formação de jovens qualificados. No entanto, muitas delas acabam formando grandes profissionais, que não tinham experiência anterior.