Trabalhadores sem carteira assinada ainda são muitos na América Latina

OIT informa que 44% dos trabalhadores no Brasil são informais e que proteção social ainda é insuficiente

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SÃO PAULO – Os trabalhadores no setor informal da economia continuam em grande número na América Latina. Só no Brasil, o índice é de 44% de todos os trabalhadores, informa o relatório Panorama Laboral 2005, divulgado na última terça-feira (18) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A quantidade de trabalhadores sem registro em carteira vem aumentando principalmente em países como Equador, Paraguai e Peru. Já em países como Argentina, Colômbia, Uruguai e Costa Rica, foi notado crescimento do emprego formal.

Somente entre 2001 e 2003, a informalidade no Brasil caiu 2 pontos percentuais, passando de 46% para 44% dos trabalhadores. Apesar do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ainda não ter divulgado seus números a esse respeito, espera-se que em 2005 esse nível baixe ainda mais.

Proteção social

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O mesmo estudo, que mede a situação do mercado de trabalho na América Latina e Caribe, constatou um “aumento da proteção social em um número importante de países”, segundo a diretora da OIT no Brasil, Laís Abramo. Isso não significa que o número de programas sociais na região seja suficiente.

Apesar do assistencialimo ter avançado no Brasil entre 2001, quando abrangia 67% dos assalariados, e 2003 (69%), 13 anos antes, em 1990, a proteção chegou a cobrir 74% dos empregados.