Trabalhadores com carteira assinada aumentaram 5,3% em 2005

Segundo PNAD, do IBGE, registro em carteira aumentou 4,5% apenas entre os empregados domésticos

SÃO PAULO – A quantidade de empregados com carteira assinada cresceu 5,3% entre os anos de 2004 e 2005. No mesmo período, os militares e funcionários públicos diminuíram em 1,4%, enquanto o número de trabalhadores sem registro variou 0,1% positivamente.

Apenas entre os empregados domésticos, o registro em carteira aumentou 4,5% e os sem-registro 2,3%. Essas informações constam na PNAD 2005 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta sexta-feira (15) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Agricultura

No campo, a população ocupada em alguma atividade agrícola diminuiu de 21% para 20,5% de 2004 para 2005, segundo o estudo. Em contrapartida, o número de trabalhadores que produzem para o próprio consumo cresceu 15% e aumentou sua participação entre a população ocupada agrícola de 19,1% para 21,9%.

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Já a fatia entre os não-remunerados nessas atividades baixou de 24% para 22,5%, enquanto os trabalhadores por contra própria viram sua participação recuar de 26,2% para 25% no mesmo período. Já a proporção de pessoas com a carteira de trabalho assinada no campo aumentou de 31,7%, em 2004, para 32,1% no ano seguinte.

Atividades não-agrícolas

Se as atividades agrícolas forem excluídas do levantamento, o número de empregados com carteira assinada cresceu 5,5% em 2005, em relação ao ano anterior, e ficou estável entre aqueles sem carteira assinada (0,2%).

Os ocupados com alguma atividade não-agrícola aumentaram 3,6% entre os anos comparados. Destaque para os empregados domésticos, que somaram 2,9% mais de um ano para o outro, e para a quantidade de empregados em geral, que cresceu 3%. Juntas, as duas categorias representam 71,8% das pessoas ocupadas com uma atividade sem ligação com agricultura.

Empregadores

Ainda de acordo com a PNAD, o número de empregadores não ligados à atividade agrícola cresceu 7,2% e os trabalhadores por conta somaram 3,2% mais de 2004 para 2005. Enquanto isso, as pessoas que trabalham na construção para uso próprio somaram 23% mais no período, enquanto o número de trabalhadores desse setor sem remuneração aumentou 17,3%.

Em 2005, a quantidade de trabalhadores ligada a serviços sociais, coletivos e pessoais caiu 5,7%. Em contrapartida, os funcionários no comércio de reparação (5,7%), na construção (5,3%), em alojamento e alimentação (5,3%) e na indústria de transformação (5,1%) registraram aumento frente a 2004.

População ocupada cresce 2,9%

A população ocupada cresceu 2,9%, aumentando em 2,5 milhões de pessoas. Já a taxa de desocupação passou de 8,9% para 9,3% de 2004 para 2005. Entre esses anos, o número total de empregadores cresceu 5,9%, o de empregados outros 2,8% e o de domésticos 2,9%.

Neste ponto da pesquisa, chama a atenção o fato de que 52% das pessoas que conquistaram uma ocupação na oportunidade eram mulheres, o que garantiu a elevação da ocupação feminina de 45,6% para 46,4% (aumento de 3,7% no total da população ocupada feminina), ao passo que a participação dos homens subiu de 68,2% para apenas 68,3% (alta de 2,4%).

Segundo o IBGE, o nível da ocupação foi de 56,8% em 2005, o maior desde 1996, mas ainda abaixo do patamar verificado na primeira metade da década de 1990.