Trabalhador do comércio recebeu em média 1,8 salário mínimo em 2007, diz IBGE

O Sudeste foi responsável por 57,9% dos salários do comércio em 2007. Já o Norte teve o menor índice, de 2,8%

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SÃO PAULO – Entre 2003 e 2007, o comércio ofereceu 2,4 milhões de postos de trabalho. Em contrapartida, esse segmento teve uma redução na média salarial, que passou de 2,1 salários mínimos no ano de 2003 para 1,8 salário mínimo no ano de 2007. Os dados fazem parte da Pesquisa Anual de Comércio, divulgada nesta quarta-feira (24) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Por outro lado, as atividades de comércio atacadista de eletrodomésticos e de outros equipamentos de uso pessoal e doméstico registraram aumento na média salarial de 3,4 para 8,3 mínimos. Outros segmentos que tiveram aumento na média salarial foram: o atacado de produtos extrativos de origem mineral (de 2,2 para 2,3 mínimos), o comércio varejista de tecidos e artigos de armarinho (de 1,3 para 1,4 salário mínimo) e o varejo de produtos alimentícios, bebidas e fumo (de 1,2 para 1,3).

Regiões

Considerando as regiões, o Sudeste foi responsável por 57,9% dos salários do comércio em 2007. No ano de 2003, a região tinha 58,8% dos salários. Com isso, o Sudeste também absorveu o maior número de pessoas empregadas nas atividades comerciais em 2007: 53,1%. No ano de 2003, o percentual era de 53,2%.

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Já a região Norte representou apenas 2,8% dos salários do comércio em 2007. Apesar disso, esse percentual é maior do que o registrado em 2003, quando a região acumulou 2,3% dos salários. Em relação ao número de empregados nas atividades comerciais, a região teve, em 2007, 2,7% de pessoas ocupadas. No ano de 2003, o percentual era um pouco menor, de 2,3%.

Estados

Na comparação entre os estados, São Paulo foi o responsável pela maior parcela de pessoas ocupadas no comércio do País, com 30,3% de participação no ano de 2007. Além disso, o comércio do estado pagou R$ 27,369 bilhões em salários, registrando uma média salarial de 2,2 salários mínimos por funcionário.

Em seguida, utilizando a mesma base comparativa, surge o estado de Minas Gerais, com 11,1% das pessoas ocupadas no comércio do Brasil, pagando R$ 6,678 bilhões em salários, com uma média salarial de 1,5 salário mínimo por empregado.

Por outro lado, os estados de Roraima e Tocantins são os que possuem a menor faixa de pessoas empregadas no comércio, ambos com 0,1%, sendo responsáveis pelo pagamento salarial de R$ 85,118 milhões e R$ 104,734 milhões, respectivamente. Com relação à média salarial, Roraima apresentou média de 1,7 salário mínimo por funcionário no período, enquanto o Tocantins teve 1,8 mínimo.