Trabalhador brasileiro: renda mensal sobe 1,5% em junho, segundo IBGE

Salários dos ocupados passou de R$ 931,74 para R$ 945,80 de maio para junho; em um ano, houve leve queda de 0,3%

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SÃO PAULO – O rendimento médio do trabalhador brasileiro subiu 1,5% no último mês, passando de R$ 931,74 para R$ 945,80 entre maio e junho. No confronto anual, os números tiveram uma pequena variação negativa (-0,3%), beirando a estabilidade.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada nesta quinta-feira (21) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e realizada nas seis principais regiões metropolitanas do País: São Paulo, Salvador, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Esta foi a primeira recuperação na renda apontada nos últimos dois meses. O salário médio do trabalhador havia caído 1,8% em abril e 1,5% em maio, na comparação mensal.

Variações divididas na análise mensal

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Ao contrário do que aconteceu um mês atrás, a renda real do trabalhador subiu em todas as regiões pesquisadas pelo IBGE, se comparada a maio. A alta foi maior em Recife (5,4%), seguida por Salvador (2,3%), Porto Alegre (1,8%), São Paulo (1,4%), Rio de Janeiro (1,1%) e Belo Horizonte (0,6%).

Nos últimos 12 meses, os salários médios da população ocupada se recuperou em Recife (5,3%), Belo Horizonte (4,6%) e Rio de Janeiro (0,6%). Já uma diferença negativa no bolso foi notada em Salvador (-1,1%), São Paulo (-1,1%) e Porto Alegre (-2,0%).

Os paulistas continuam sendo os brasileiros melhor remunerados, na média de R$ 1.094,30. Já os trabalhadores de Recife ainda têm os menores salários, de R$ 667,10.

Pouca evolução dentro das categorias

Na comparação entre junho de 2004 e o mês passado, o rendimento médio dos empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada – que têm a maior base salarial – caiu 2,0%, passando de R$ 987,09 para R$ 967,10.

Já os empregados sem carteira tiveram seus ganhos estáveis no ano. Além disso, a remuneração média é a mais baixa entre as categorias: R$ 633,30.

Os trabalhadores por conta própria tiveram variação negativa (-0,9%) e o rendimento médio passou de R$ 735,32 para R$ 728,70.

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Apesar do desempenho negativo em um ano, as três categorias de posição na ocupação, registraram aumento na renda na base mensal de comparação. Os empregados do setor privado sem carteira de trabalho assinada tiveram uma elevação de 4,9% no valor recebido, passando de R$ 603,81 em maio para R$ 633,30 no sexto mês do ano.

Já os trabalhadores por conta própria estão ganhando 2% acima (de R$ 714,49 para R$ 728,70) e os empregados com carteira 1,3% mais (R$ 954,81 para R$ 961,10).

Renda por ramos de atividade

Nos dados confrontados com maio e no levantamento anual, o setor de Serviços para empresas (como atividades imobiliárias e intermediação financeira) teve maior destaque. Em doze meses, o segmento aumentou em 4% a base salarial. Em relação a maio, a alta registrada foi de 3,2%.

Na base anual, o segmento de educação – atualmente o segundo melhor pago – sofreu queda de 3,3% na remuneração (que saiu de R$ 1.341,07 para R$ 1.296,80). A construção também está pagando 2,4% menos no ano.

Os valores absolutos extremos de remuneração entre as categorias ficaram em R$ 337,70 (Serviços domésticos) e R$ 1.335,40 (Serviços para empresas, como atividades imobiliárias e intermediação financeira).