Trabalhador brasileiro está menos produtivo do que há 25 anos, revela OIT

Segundo a Organização, a produtividade do brasileiro passou de US$ 15,1 mil em 1980 para US$ 14,7 mil em 2005

SÃO PAULO – A produtividade do trabalhador brasileiro diminuiu em 25 anos, passando de US$ 15,1 mil em 1980 para US$ 14,7 mil em 2005. Os dados fazem parte da 5ª edição dos “Indicadores-chave do Mercado de Trabalho”, da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Por outro lado, a produtividade por hora dos trabalhadores brasileiros cresceu no período, de US$ 7,63 em 1980 para US$ 7,99 em 2005.

Destaques

De acordo com o relatório, o valor agregado por pessoa empregada atingiu o maior patamar nos Estados Unidos, US$ 63,8 mil em 2006. Na seqüência, vieram Irlanda (US$ 55,9 mil), Luxemburgo (US$ 55,6 mil), Bélgica (US$ 55,2 mil) e França (US$ 54,6 mil).

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Já em relação ao valor agregado por trabalhador por hora, a liderança ficou com a Noruega (US$ 37,99), seguida pelos Estados Unidos (US$ 35,63) e França (US$ 35,08).

Diferenças

Considerando várias regiões do planeta, a OIT aponta que a diferença entre os níveis de produtividade atingiu seu maior patamar, 1/12 avos, entre a África Subsaariana e os países industrializados.

Entre as economias industrializadas e a Ásia Meridional, essa discrepância foi de oito vezes; no Sudeste da Ásia e Pacífico, de sete vezes; na Ásia Oriental, de cinco vezes; no Norte da África, de quatro vezes; na Europa Oriental (fora da UE) e CEI, de 3,5 vezes; e na América Latina e Caribe, de três vezes.

Subutilização

Ainda segundo o relatório, 1,5 bilhão de pessoas estão “potencialmente subutilizadas”, o que equivale a um terço da população em idade de trabalhar. Neste cálculo, estão incluídos 195,7 milhões de desempregados e 1,3 bilhão de trabalhadores cujas famílias vivem com menos de US$ 2 por dia por pessoa.