Tóquio quer recontratar diretores de escola após aposentadoria

Objetivo é driblar a iminente falta de pessoal qualificado para o cargo, devido ao envelhecimento dos <i>baby boomers</i>

SÃO PAULO – As escolas do Ensino Fundamental de Tóquio estão planejando recontratar os atuais diretores e vice-diretores da primeira geração pós-guerra (nascidos entre 1947 e 1949), chamados baby bommers, que deverão se aposentar em massa nos próximos anos.

O grupo, mais numeroso que qualquer outro por faixa etária, deverá atingir a idade mínima, os 60 anos, entre 2007 e 2009. Assim, o número de trabalhadores se aposentando no Japão pode saltar da média atual de 350 mil ao ano para 500 mil.

Imininente déficit de pessoal qualificado

No caso dos diretores de instituições de ensino da capital japonesa, espera-se que, até o final do próximo ano fiscal, 290 diretores e vice-diretores deixem o emprego por esse motivo. As escolas estão preocupadas com a aproximação do período e o baixo número de professores participando de testes para ocuparem os cargos administrativos, que só cai desde 2000.

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Se os profissionais atuais dessas áreas não forem aproveitados, poderá ocorrer uma queda generalizada na qualidade da gestão das instituições.

Assim, a idéia é oferecer a eles um contrato de um ano, podendo ser estendido para até três, para que continuem a exercer suas funções, mas com um salário menor que o atual. A medida seria a primeira do gênero no país, segundo a Federação Japonesa da Associação de Diretores de Escolas Primárias.