Do Zero ao Gain Uma aula gratuita com André Moraes sobre gerenciamento de risco, stop, alvo e tamanho de capital

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Topo não é suficiente: executivos querem sempre mais

Não é difícil entender por que brilhantes executivos, depois de certo tempo, tentam a carreira solo ou vão para a política

SÃO PAULO – Uma angústia constante, uma sede insaciável de liberdade para tomar as próprias decisões e mudar o rumo das coisas. Não é só o dinheiro que move os executivos de primeira linha. Eles são desbravadores e desafiam sua própria vontade de desafios.

O diretor da BPI no Brasil, Gilberto Guimarães, já esteve lá. “Eu virei CEO (sigla em inglês para diretor executivo) de uma grande empresa. Meu objetivo sempre foi ser o primeiro homem e ter liberdade para tomar minhas próprias decisões. Mas tinha o presidente do Conselho Administrativo que restringia essa liberdade. Então quis ser presidente do Conselho. Porém, ele próprio disse para eu não tentar, porque os acionistas viviam dando ordens. Então virei acionista”, relembra.

Eles querem sempre mais

Não é difícil entender por que brilhantes executivos, depois de certo tempo, tentam a carreira solo, abrindo a própria empresa, ou optam pela política. Exemplo disso é o ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do governo Lula, Luiz Fernando Furlan, que, esta semana, voltou para a Sadia, como presidente do Conselho de Administração.

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Outro exemplo é o atual ministro do Desenvolvimento, o jornalista Miguel Jorge, que foi vice-presidente-executivo de Recursos Humanos e Assuntos Jurídicos e Corporativos do Santander Banespa.

“Grandes executivos não querem só desafios, mas a liberdade para enfrentar os desafios. Lembra a luta pela conquista de um território, que faz com que o profissional queira, cada vez mais, cargos superiores”, revela Guimarães.

Por que essa tal liberdade é um bem tão valioso para o ser humano? Porque ela dá a margem para que as pessoas façam suas próprias escolhas, inclusive as erradas. “A liberdade de poder fazer suas próprias escolhas é o grande fator motor da vida das pessoas e deve ser o objetivo maior de todo profissional”, finaliza.