Terminar a graduação não garante felicidade no trabalho, revela pesquisa

De acordo com levantamento, formação acadêmica parece ser condição essencial para ser feliz no trabalho

SÃO PAULO – Terminar a graduação não garante felicidade no trabalho, segundo revela pesquisa realizada pela Right Manegement sobre o assunto.

De acordo com o estudo, a formação acadêmica parece ser condição sine qua non (essencial) para ser feliz no trabalho, uma vez que os mais insatisfeitos são os que possuem graduação, com 61%, contra 18% dos que fizeram pós-graduação, 15% dos que cursaram MBA, 5% dos mestres e 1% dos doutores.

Por profissão, os graduados em administração de empresas lideram o ranking de insatisfação (23%), seguidos pelos formados em secretariado (11%). Com 4%, ficam empatados os profissionais das áreas de Comunicação Social, Filosofia, Relações Internacionais e Tecnologia da Informação.

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Cargos
O levantamento da Right Manegement verificou ainda que, quanto mais baixo o cargo, maior é o número de insatisfeitos, sendo que os analistas apresentam o maior percentual de não felizes (26%) e os presidentes e diretores o menor, de 8%.

Em termos de faixa salarial, os que ganham entre R$ 1 mil e R$ 3 mil apresentam um total de 36% de insatisfeitos, enquanto que os ganham acima de R$ 20 mil concentram 8%.

Homens ou mulheres?
A pesquisa da Right ouviu 5.685 pessoas, sendo que, deste total, 48% disseram estar infelizes no trabalho. O percentual sobe para 59% entre as mulheres. Entre os homens, o índice é de 41%.

Considerando a faixa etária, os menos felizes têm entre 20 e 30 anos e representam 32% dos entrevistados, frente a 8% de não satisfeitos na faixa dos 40 e 50 anos.

São Paulo é o estado com maior percentual de insatisfeitos (86%), seguido pelo estado do Rio de Janeiro (4%), Paraná e Distrito Federal (2%) e Minas Gerais (1%). Os demais estados, juntos, somam 5% dos que responderam não à pesquisa.