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Taxa de rotatividade de CEOs cai no Brasil mas está acima da média global

Entre 2011 e 2012, a taxa de rotatividade entre os executivos diminuiu 10%. Mas ainda é considerada acima da média global, que é de 15%

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SÃO PAULO – A taxa de rotatividade dos CEOs (Chief Executive Officer) brasileiros caiu 10% em 2012, em relação ao ano anterior. Mesmo com a baixa, o índice de 19,8% é considerado acima da média global, de 15%.

O levantamento mundial Chief Executive Study, realizado pela da Booz & Company, considerou as 2.500 maiores empresas de capital aberto do mundo, que estão distribuídas em 67 países. A maioria das trocas dos executivos nas empresas brasileiras foi planejada, seguida por um pequeno percentual de sucessões geradas por processos de fusão e aquisição.

As mudanças ‘forçadas’, quando o diretor-executivo é substituído por questões associadas à sua performance ou por mudanças repentinas de gestão, foi a troca menos utilizada durante 2012, relatou o estudo. A porcentagem mundial de transições planejadas representa 72% da rotatividade e é a mais alta já registrada nos treze anos em que o estudo é realizado.

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“Durante a crise econômica, os conselhos tiveram uma atitude cautelosa em relação à mudança de CEOs e adiaram possíveis transições, evitando adicionar às dificuldades do ambiente externo uma potencial turbulência interna, causada pela troca de comando”, explica o Managing Director da Booz & Company, Paolo Pigorini.

Tendência que não deve ser mantida para este ano, na opinião do executivo. “Agora, estão planejando as transições ativamente, contando com o cenário econômico mais estável e seguindo em frente com as mudanças necessárias”, afirmou. “Sucessões planejadas estão acontecendo com a maior frequência já vista, o que indica que as companhias estão sendo mais cuidadosas na abordagem da troca do CEO, para assegurar que os líderes certos estejam nos lugares certos”.

Perfil dos CEOs brasileiro
No Brasil, os diretores-executivos chegam ao cargo, em média, mais jovens do que no resto do mundo, com 50 anos, quando a média global é de 53 anos. Entretanto, o CEO brasileiro, que saiu do seu cargo em 2012, permaneceu menos tempo na posição, dois anos e meio, enquanto no mundo a média é de 4,8 anos.

Um fato curioso sobre os novos CEOs brasileiros é que apesar de terem graduação universitária concluída, apenas alguns haviam feito MBA ou doutorado. Do grupo de novos CEOs de 2012, 29% dos executivos tinham um MBA, e 9% tinham doutorado. “Contudo, ter feito MBA pode ter acelerado a carreira desses CEOs, já que globalmente a média da idade dos novos CEOs de 2012 com MBA foi de 52 anos – menor do que a média da idade de 54 anos dos CEOs que não tinham MBA”, analisou o estudo.

Além disso, há uma preferência no País em buscar o novo CEO dentro da própria empresa: 61% das brasileiras focaram nessa solução no ano passado, mesma tendência registrada no mundo, onde 71% das empresas buscaram o seu novo líder internamente.

Se somar a taxa de rotatividade brasileira com seus vizinhos sul-americanos Argentina e Chile, o estudo revelou que a taxa de rotatividade dos CEOs é a segunda mais alta do mundo, com 21,1%, ficando atrás apenas do grupo de países emergentes: Rússia, Índia e Brasil.

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