Taxa de emprego na indústria brasileira avança 2,2% em março

Frente a fevereiro passado, descontados efeitos sazonais, a taxa ficou inalterada sobre o número de empregados no setor

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SÃO PAULO – A taxa de emprego na indústria brasileira aumentou 2,2% em março, na comparação com o mesmo mês de 2010. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), essa é a décima quarta taxa positiva consecutiva para este tipo de comparação.

Os dados divulgados nesta quinta-feira (12) mostram que, frente a fevereiro, descontados os efeitos sazonais, não houve nenhuma variação no número de empregados na indústria.

Considerando o resultado do acumulado nos últimos 12 meses, o indicador cresceu 3,9%, resultado mais elevado desde o início da série histórica e o mesmo apresentado em fevereiro.

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Análise regional
Em março, na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve aumento no número de empregos na indústria em 12 das 14 localidades pesquisadas, com destaque para o Nordeste, com alta de 3,8%, Norte e Centro-Oeste (4,1%), Rio Grande do Sul (3,7%), Paraná (4,2%) e Minhas Gerais (2,7%).

Na região Nordeste, os ramos que mais contribuíram para a expansão do emprego industrial foram alimentos e bebidas (5,6%), minerais não metálicos (8,9%) e vestuário (4,7%).

Nas regiões Norte e Centro-Oeste sobressaíram os setores de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (28,6%) e de produtos de metal (32,3%), enquanto na indústria gaúcha, destacaram-se positivamente alimentos e bebidas (8,5%), produtos de metal (15,6%), máquinas e equipamentos (7,8%) e meios de transporte (7,9%).

Nas indústrias paranaense e mineira, os impactos mais relevantes vieram de alimentos e bebidas (7,9%), produtos de metal (20,6%) e meios de transporte (13,1%), no primeiro local, e de meios de transporte (7,7%) e produtos de metal (6,9%) no segundo.

Setores
Considerando os setores, ainda na comparação com março do ano passado, os destaques ficaram com os ramos de meios de transporte (8,2%), produtos de metal (7,6%), alimentos e bebidas (2,4%), máquinas e equipamentos (5,2%), máquinas e aparelhos eletrônicos e de comunicações (6,6%), metalurgia básica (7,7%) e outros produtos da indústria de transformação (5,3%).