Taxa de emprego na indústria brasileira avança 0,6% em agosto

Resultado é sobre 2010, frente a julho, descontados efeitos sazonais, a taxa mostrou alta de 0,4% no número de empregados

SÃO PAULO – A taxa de emprego na indústria brasileira aumentou 0,6% em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2010. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), essa é a décima nona taxa positiva consecutiva para este tipo de comparação.

Os dados divulgados nesta terça-feira (11) mostram que, frente a julho deste ano, descontados os efeitos sazonais, o emprego industrial registrou variação positiva de 0,4%.

Considerando o resultado do acumulado nos últimos 12 meses, o indicador cresceu 2,3%, mas mostrou redução na intensidade do crescimento iniciada em fevereiro, quando foi observada uma taxa de 3,9%, maior expansão desde o início da série histórica.

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Análise regional
Em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve aumento no número de empregos na indústria em nove das 14 localidades pesquisadas, com destaque para Paraná (6,7%),  região Norte e Centro-Oeste (3%), Pernambuco (7,6%), Minas Gerais (1,6%) e Região Nordeste (1,2%). Já São Paulo (-1,6%) apontou a principal influência negativa entre os locais pesquisados.

No índice acumulado de janeiro a agosto, o nível de pessoas empregadas na indústria foi 1,6%. O avanço ocorreu devido ao crescimento de 11 dos 14 locais e de 11 dos 18 setores. Em relação às regiões, os destaques ficaram com: Paraná (5,3%), Minas Gerais (2,9%), região Norte e Centro-Oeste (3,3%), região Nordeste (2,2%), e Rio Grande do Sul (2,6%). Por outro lado, São Paulo (-0,3%), Ceará (-1,3%) e Espírito Santo (-0,4%) e  apontaram as taxas negativas do índice no acumulado do ano.

Setores
Setorialmente, entre julho e agosto deste ano, o emprego industrial avançou em 10 dos 18 ramos pesquisados, com destaque para alimentos e bebidas (4,4%), meios de transporte (6,5%), máquinas e aparelhos eletrônicos e de comunicações (6,1%), outros produtos da indústria de transformação (3,5%) e máquinas e equipamentos (2,2%).

Por outro lado, as quedas mais intensas vieram de papel e gráfica (-8,4%), calçados de couro (-7,5%), madeira (-10,7%) e vestuário (-2,9%).

No acumulado dos oito primeiros meses do ano, as contribuições positivas mais importantes vieram de meios de transporte (7,5%), alimentos e bebidas (2,8%), máquinas e aparelhos eletrônicos e de comunicação (6,2%), máquinas e equipamentos (4,3%), produtos de metal (4,5%), outros produtos da indústria de transformação (5%) e metalúrgica básica (6,3%).

As quedas mais intensas, por sua vez, ficaram com os ramos de papel e gráfica (-9%), de vestuário (-3,4%), de madeira (-8,5%) e de calçados e couro (-3,3%).