Taxa de emprego na indústria brasileira avança 0,4% em julho

Resultado é sobre 2010, frente a junho, descontados efeitos sazonais, a taxa mostrou recuo de 0,1% no número de empregados

SÃO PAULO – A taxa de emprego na indústria brasileira aumentou 0,4% em julho, na comparação com o mesmo mês de 2010. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), essa é a décima oitava taxa positiva consecutiva para este tipo de comparação.

Os dados divulgados nesta sexta-feira (9) mostram que, frente a junho deste ano, descontados os efeitos sazonais, o emprego industrial registrou variação negativa de 0,1%.

Considerando o resultado do acumulado nos últimos 12 meses, o indicador cresceu 2,7%, mas mostrou redução na intensidade do crescimento iniciada em fevereiro, quando foi observada uma taxa de 3,9%, maior expansão desde o início da série histórica.

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Análise regional
Em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve aumento no número de empregos na indústria em nove das 14 localidades pesquisadas, com destaque para o Pernambuco (7%), Paraná (6,8%), região Norte e Centro-Oeste (2,8%), Minas Gerais (2,1%) e Rio Grande do Sul (1,6%). Já São Paulo (-2%) apontou a principal influência negativa entre os locais pesquisados.

No índice acumulado de janeiro a julho, o nível de pessoas empregadas na indústria foi 1,7%. O avanço ocorreu devido ao crescimento de 11 dos 14 locais e de 11 dos 18 setores. Em relação às regiões, os destaques ficaram com: Paraná (5,1%), Minas Gerais (3,1%), região Nordeste (2,4%), região Norte e Centro-Oeste (3,3%) e Rio Grande do Sul (2,8%). Por outro lado, São Paulo (-0,1%), Espírito Santo (-0,3%) e Ceará (-1%) apontaram as taxas negativas no índice no acumulado do ano.

Setores
Setorialmente, entre junho e julho deste ano, o emprego industrial avançou em 11 dos 18 ramos pesquisados, com destaque para alimentos e bebidas (3,5%), meios de transporte (6,3%), máquinas e aparelhos eletrônicos e de comunicações (6,3%), outros produtos da indústria de transformação (4,2%), metalurgia básica (4,1%) e máquinas e equipamentos (1,6%).

Por outro lado, as quedas mais intensas vieram de papel e gráfica (-9,6%), vestuários (-4,7%), calçados de couro (-6,3%) e madeira (-10,4%).

No acumulado dos sete primeiros meses do ano, as contribuições positivas mais importantes vieram de meios de transporte (7,7%), alimentos e bebidas (2,6%), máquinas e equipamentos (4,6%), máquinas e aparelhos eletrônicos e de comunicação (6,3%), produtos de metal (5%), outros produtos da indústria de transformação (5,3%) e metalúrgica básica (6,9%).

As quedas mais intensas, por sua vez, ficaram com os ramos de papel e gráfica (-9,1%), de vestuário (-3,4%), de madeira (-8,1%) e de calçados e couro (-2,6%).