Taxa de desemprego se mantém em 16,9% em abril, aponta Seade/Dieese

Já no confronto com abril do ano passado, redução da taxa foi de 0,6 ponto percentual, visto que desemprego era de 17,5%

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SÃO PAULO – A taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo permaneceu em 16,9% da PEA (População Economicamente Ativa) entre março e abril, sendo que a PEA de São Paulo fechou o quarto mês do ano em 10,058 milhões de pessoas.

No confronto com abril do ano passado, a redução da taxa chega a 0,6 ponto percentual, uma vez que no quarto mês de 2005 o desemprego atingiu 17,5%.

Os dados, divulgados nesta quarta-feira (24), fazem parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos).

Desempregados

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A pesquisa revela também que, em abril, o contingente de desempregados na região metropolitana de São Paulo permaneceu praticamente estável, em 1,7 milhão de pessoas. Este número é 3% menor que o registrado no mesmo período do ano passado (1,753 milhão).

O nível de desemprego aberto, que representa o conjunto de pessoas sem ocupação à procura de trabalho, subiu de 10,9%, em março, para os atuais 11,2%.

O desemprego oculto por desalento – que inclui quem ficou sem trabalho e, depois de procurar emprego por muito tempo, acabou desistindo da busca – passou de 1,6% no terceiro mês do ano para 1,5% em abril.

Já a taxa de desemprego oculto pelo trabalho precário, que engloba as pessoas que possuem uma ocupação temporária, mas que estão procurando emprego, caiu de 4,4% em março para 4,2% no quarto mês de 2006.

Segmentos da população e regiões

O desemprego cresceu para quase todos os segmentos analisados de março para abril, destacando-se os aumentos verificados entre os homens (1,4%), as pessoas com 40 anos ou mais (2,1%), os chefes de domicílio (2,2%) e na faixa etária de 25 a 39 anos (3,0%).

A demora para se conseguir uma nova colocação em abril foi estimada em 49 semanas, uma a menos que no mês anterior. Quando comparado a abril de 2005, o tempo de espera é duas semanas menor.

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No município de São Paulo, a taxa de desocupação passou de 16% para 16,1% da PEA de março para abril. O indicador das demais cidades da região metropolitana passou de 18,2% para 17,9%.

O menor nível de desemprego ficou empatado entre a capital paulista e região do ABC, que passou a ter uma taxa de 16,1%, embora tenha apresentado considerável aumento em relação ao mês anterior (15,2%).

População ocupada

A população ocupada (PO) da região metropolitana de São Paulo atingiu 8,358 milhões de pessoas em abril, um avanço de 1,1% frente ao resultado do quarto mês de 2005.

Na análise setorial, o setor de Serviços segue como o maior empregador, com 4,497 milhões de pessoas ocupadas. Em contrapartida, o segmento Outros, que inclui a construção civil e os serviços domésticos, é o que menos emprega, respondendo por 953 mil pessoas ocupadas.

Em termos de forma de inserção no mercado de trabalho, o que se verifica é que a maior parcela da população ocupada possui emprego com carteira assinada no setor privado (3,586 milhões). Em seguida ficam os autônomos (1,663 milhões) e os empregadores, empregados domésticos, profissionais liberais etc (1,279 milhões).