Taxa de desemprego cai novamente e atinge 9,5% em novembro, aponta IBGE

Na comparação anual, o desemprego cresceu em Porto Alegre e SP, diminuiu em Recife, Salvador e RJ e ficou igual em BH

SÃO PAULO – A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País atingiu 9,5% da PEA (População Economicamente Ativa) em novembro, que foi estimada em 22,916 milhões de pessoas.

Em relação a outubro (9,8%), a taxa de desocupação caiu 0,3 ponto percentual. Já no confronto com igual período de 2005, quando a taxa era de 9,6%, o resultado indica ligeira queda de 0,1 ponto percentual.

As informações são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que divulgou a Pesquisa Mensal de Emprego nesta quinta-feira (21).

Desempregados

PUBLICIDADE

A pesquisa revela também que o contingente de desempregados ficou em 2,184 milhões de pessoas no décimo primeiro mês do ano, na somatória de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Recife.

A tabela abaixo, que compara a taxa de desemprego atual com a de 12 meses atrás para as seis capitais analisadas, mostra que o índice variou positivamente em duas capitais, recuou em três e se manteve estável em uma.








































Taxa de desempregoNovembro 2005Novembro 2006
Recife14,7%12,4%
Salvador15,0%13,2%
Belo Horizonte8,2%8,2%
Rio de Janeiro7,7%7,3%
São Paulo9,7%10,3%
Porto Alegre7,2%8,0%
Total9,6%9,5%

Perfil da população ocupada

A população ocupada (PO), estimada em 90,5% da PEA, fechou o décimo primeiro mês do ano em 20,731 milhões de pessoas, resultado relativamente estável em relação a outubro e 2,97% maior que em novembro de 2005.

Na análise setorial, o comércio segue como o maior empregador, respondendo por 19,6% da população ocupada. Em contrapartida, o setor de construção, que já foi um grande empregador, atualmente responde por 7,3%, o menor índice de todos os segmentos.

Sobre o perfil dos contratados, a pesquisa indica que a maior parcela da população ocupada possui emprego com carteira assinada no setor privado (41,5%). Em seguida, ficam os trabalhadores por conta própria (19,5%) e os sem carteira assinada do setor privado (14,8%).