Taxa de desemprego cai e atinge 9,8% em outubro, aponta IBGE

Das seis capitais analisadas, Salvador apresentou a maior queda, uma vez que seu índice passou de 14,9% para 13,7%

SÃO PAULO – A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País atingiu 9,8% da PEA (População Economicamente Ativa) em outubro, que foi estimada em 22,905 milhões de pessoas.

Em relação a setembro (10%), a taxa de desocupação caiu 0,2 ponto percentual. Já no confronto com igual período de 2005, quando a taxa era de 9,6%, o resultado indica ligeira alta de 0,2 ponto percentual.

As informações são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que divulgou a Pesquisa Mensal de Emprego nesta quinta-feira (23).

Desempregados

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A pesquisa revela também que o contingente de desempregados ficou em 2,244 milhões de pessoas no décimo mês do ano, na somatória de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Recife.

A tabela abaixo, que compara a taxa de desemprego atual com a de 12 meses atrás para as seis capitais analisadas, mostra que o índice variou positivamente em três capitais e recuou nas outras três.








































Taxa de desempregoOutubro 2005Outubro 2006
Recife14,3%13,5%
Salvador14,9%13,7%
Belo Horizonte8,5%8,7%
Rio de Janeiro7,9%7,3%
São Paulo9,6%10,5%
Porto Alegre7,5%8,4%
Total9,6%9,8%

Perfil da população ocupada

A população ocupada (PO), estimada em 90,2% da PEA, fechou o décimo mês do ano em 20,661 milhões de pessoas, resultado estável em relação a setembro e 2,9% maior que o de outubro de 2005.

Na análise setorial, o comércio segue como o maior empregador, respondendo por 19,7% da população ocupada. Em contrapartida, o setor de construção, que já foi um grande empregador, atualmente responde por 7,1%, o menor índice de todos os segmentos.

Sobre o perfil dos contratados, a pesquisa indica que a maior parcela da população ocupada possui emprego com carteira assinada no setor privado (41,5%). Em seguida, ficam os trabalhadores por conta própria (19,3%) e os sem carteira assinada do setor privado (14,9%).