Talento de exportação: profissionais representam empresas no exterior

Antes, profissionais eram enviados a apenas uma missão ao exterior ao longo de suas carreiras; isso mudou

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SÃO PAULO – Nos próximos anos, as empresas devem continuar a aumentar o número de profissionais enviados a outros países com a responsabilidade de gerenciar as unidades no exterior, de acordo com pesquisa realizada pela ECA International. Essa tendência vai de encontro com os contínuos impactos da globalização, com inúmeras empresas expandindo suas operações para o exterior.

A pesquisa da ECA foi realizada com mais de 200 empresas de todos os setores, tamanhos e regiões. Nada menos que 63% dos participantes previram o aumento do quadro de funcionários em outros países para os anos seguintes. Na Ásia, esse percentual foi ainda maior, de 76%.

Além disso, antes, o normal era que um profissional fosse enviado a apenas uma missão ao exterior ao longo de sua carreira. Mas mais de 40% das empresas pesquisadas previram que seus profissionais serão enviados a diversos países.

Tendências da mobilidade internacional

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“Como as empresas estão cada vez mais expandindo internacionalmente, elas precisam do expertise de seus funcionários para gerenciar com sucesso as operações no exterior. Os profissionais são, por isso, parte integral dessa expansão”, explica o gerente geral da ECA International, Lee Quane.

Gerenciar operações no exterior, particularmente em mercados emergentes, e preencher os requisitos necessários em termos de capacitação, por conta da falta de mão-de-obra qualificada local, são as principais razões que levam as empresas a exportar seus talentos. O envio de profissionais visando ao desenvolvimento da carreira deles foi um motivo indicado por menos de 10% das empresas.

Apenas 4% das empresas esperam uma redução do envio de profissionais ao exterior. Tipicamente, isso se deve à decisão das empresas de resgatar expatriados, o que é possível por meio do uso de suficiente mão-de-obra local qualificada, ou de redução de custos.

“O número de empresas que prevêem queda do envio de profissionais ao exterior deve se manter estático”, avisa Quane. “As economias em desenvolvimento continuarão a ser as grandes receptoras de expatriados em um futuro próximo”.

A idade dos talentos de exportação

Segundo a pesquisa, há um aumento contínuo do número de profissionais enviados com idades entre 25 e 35 anos e acima de 50. Hoje, esses grupos representam menos de 50% dos expatriados.

Além disso, o número de mulheres enviadas para o exterior simplesmente dobrou nos últimos dez anos e mais de 50% das empresas antecipam o crescimento da participação delas no exterior.

A volta para casa

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Dois terços das empresas e 80% dos profissionais expatriados dão grande importância à repatriação, ou seja, ao processo de adaptação na volta para o país natal.

Isso reflete a necessidade crescente nas organizações de reter pessoas com experiência internacional, que poderão dar suporte às demandas futuras no negócio. Particularmente, alinhar expectativas de carreira do profissional aos planos de negócios internacionais das empresas é um crescente desafio.