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Suíços rejeitam maior salário mínimo do mundo, de quase R$ 10 mil

A proposta foi rejeitada por 76% da população; sindicatos apoiam o aumento do mínimo

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SÃO PAULO – Os eleitores suíços rejeitaram, no último domingo (18), a proposta que tinha o objetivo de introduzir o que teria sido o maior salário mínimo do mundo. Os empregadores teriam de pagar aos trabalhadores um mínimo de 22 francos suíços por hora (R$ 54, de acordo com a cotação do dia 19 de maio de 2014).

Segundo a BBC News, a proposta por salário mínimo que valeria um pouco menos de R$ 10 mil foi rejeitada por 76% da população. Aqueles que apoiavam o aumento do mínimo diziam que a medida era necessária para que as pessoas vivessem uma vida digna; por outro lado, críticos argumentavam que a mudança iria aumentar os custos de produção e o desemprego.

Sindicatos dos trabalhadores suíços apoiam o aumento do salário mínimo, pois o custo de vida em grandes cidades, como Genebra e Zurique, é muito elevado. Eles argumentam que sobreviver com menos de 4 mil francos por mês não é possível já que aluguéis, seguros de saúde e comida são proibitivamente caro.

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Um elemento-chave da campanha a favor de um salário mínimo foi o argumento de que o sistema previdenciário suíço estava sendo forçado a subsidiar empresas que se recusam a pagar um salário digno.