Sudeste concentra maior parte da demanda por trabalho terceirizado no País

Em 2009, região respondeu por 54% da demanda em todo o Brasil; Sul, Nordeste, Norte e Centro-Oeste vieram em seguida

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SÃO PAULO – A região Sudeste é a que concentra a maior parte da demanda por trabalho terceirizado no Brasil, segundo revela pesquisa realizada pelo Ipema (Instituto de Pesquisa Manager), a pedido da Asserttem (Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário) e do Sindeprestem (Sindicato Estadual das Empresas de Terceirização de Serviços e Trabalho Temporário).

Em 2009, a região respondeu por 54% da demanda deste tipo de trabalho em todo o País. Em seguida, ficaram as regiões Sul (24%), Nordeste (10%), Norte e Centro-Oeste, cada uma com 6%.

Conforme o estudo, o Brasil tem hoje mais de sete milhões de trabalhadores terceirizados, o que representa 7,4% da população economicamente ativa. O total pago em salários, anualmente, pelos empresários é de R$ 16,2 bilhões.

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Onde estão os empregos?
Ainda de acordo com o levantamento, entre as grandes empresas, 74% contratam mão-de-obra especializada, sendo que o uso de novas tecnologias, o aumento na competitividade e a qualidade dos profissionais estão entre os itens decisivos na hora de contratar uma prestadora de serviços.

Além disso, nos últimos anos, o trabalho terceirizado vem mostrando sua empregabilidade, gerando oportunidades para jovens, pessoas com deficiência e profissionais em fase de transição laboral.

Dentre as atividades que mais contratam estão: consultoria em recursos humanos, serviços auxiliares (mão-de-obra para construção civil, serviços gerais, assistência técnica, manutenção, operação de elevadores, serviços administrativos), logística, controle de acesso (portaria, recepção, monitoramento, estacionamento), promoção e merchandising (degustação de produtos, reposição de mercadorias, fiscalização de lojas), estágios, leitura e entrega de documentos, serviços a bancos e bombeiro civil.

A terceirização em números
Como dito anteriormente, 74% das grandes empresas brasileiras fazem uso do trabalho terceirizado. Este número cai para 63% entre as médias empresas e para 42% dentre as pequenas.

De modo geral, na hora de decidir pela terceirização, 47% dos contratantes acreditam ser muito importante o aumento da competitividade, frente a 44% que acham importante e 9% que não acham importante.

Outros 53% acham muito importante o aumento na qualidade do serviço, ao decidir terceirizar, contra 33% que acreditam que tal item é importante e 14% que não acham importante. Por fim, o uso de novas tecnologias é muito importante para 50% dos empresários, para 25% é importante e para outros 25% não é importante.

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No que diz respeito ao uso da terceirização nos próximos anos, 62% pretendem manter, 18% querem aumentar, 17% pensam em reduzir e 3%, em não utilizar.