Sucesso na carreira depende de boa dose de bom humor; saiba o motivo

Quem fica emocionalmente desequilibrado, quando surgem imprevistos, toma decisões e atitudes que não são as melhores

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SÃO PAULO – Para entender por que o bom humor se tornou essencial para o sucesso na carreira, é preciso desvendar o mercado corporativo atual. Há muita pressão por qualidade e resultados e um tempo cada vez mais escasso.

“Todo mundo acumula papéis e vai além de sua função”, explica a sócia da SEC Talentos Humanos, Vivian Maerker. “A rotina, além disso, é feita de muitos imprevistos. Ninguém termina o dia como havia idealizado”.

Daí a valorização do positivismo e do bom humor como competências comportamentais, que até mesmo são avaliadas em processos seletivos. A atitude favorável frente às dificuldades também é chamada por especialistas de resiliência. É a capacidade de retornar ao seu estado normal mesmo depois de receber uma má notícia.

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“O profissional que fica emocionalmente desequilibrado, quando surgem imprevistos e problemas, toma decisões e atitudes que acabam não sendo as melhores”, garante Vivian.

Quem trabalha feliz trabalha direito

Para o diretor-executivo do Insadi (Instituto Avançado de Desenvolvimento Intelectual), Dieter Kelber, quando alguém trabalha infeliz não trabalha direito. “A cabeça fica em outros lugares”, afirma ele, ao lembrar que as empresas sabem da importância do positivismo para a produtividade.

“Se alguém está com problemas em casa, por exemplo, irá levá-los para a empresa e o contrário também acontece. Não temos um botão que nos desliga dos problemas. Por isso, algumas empresas dão assistência à família dos funcionários, bem como oferecem acompanhamento com psicólogo e coach. Elas têm uma percepção de que é preciso “tratar”, antes que o profissional “contamine” a equipe”, explica Kelber.

Ele enfatiza que trabalhar com bom humor significa ser otimista. “Com menos estresse, conseguimos produzir mais”, afirma ele. Para Vivian, os profissionais precisam ter foco, e o foco depende do otimismo. “Caso contrário, no longo prazo, eles sentirão os efeitos negativos. Nós temos um limite físico e psicológico. Sem positivismo, ficamos estressados e corremos o risco de explodir, cedo ou tarde”.

“As empresas querem gente de bem com a vida, automotivadas, com vontade de fazer acontecer, independentemente das barreiras que aparecem. O certo é que as dificuldades vão aparecer”, sublinha a sócia da SEC Talentos Humanos. “Se alguém não sabe usar o power point, um colega ensina. Se alguém não sabe inglês, pode fazer um curso. Mas o positivismo, a motivação e o envolvimento vêm de dentro da pessoa”.

Tudo numa boa

O positivismo é ainda mais importante para líderes. Imagine se, diante de qualquer problema, o gestor da equipe tem um colapso nervoso ou fica estressado e descarrega em seus subordinados, acabando com o positivismo deles. Certamente, isso pode comprometer a produtividade. “Ajuda muito o líder comunicar os fatos aos demais de forma positiva”, garante Kelber.

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O bom humor é ainda fundamental para quem lida com o público e tem a ver com carisma, o que é lógico: você prefere ser atendido por uma pessoa simpática ou de mau humor? O diretor do Insadi finaliza lembrando que o sorriso é de graça. “O que é bom humor? É ter energia positiva, ser uma pessoa bola para frente, um ombro amigo. É encarar a vida com alegria e ver o lado bom das situações e das pessoas. Assim, tudo flui, não só na vida profissional como também na pessoal”.