Status não é poder! Consultor explica a diferença entre os termos

Há gestores que "mandam", pois foram promovidos a determinado cargo, mas, no fundo, não exercem poder de comando

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SÃO PAULO – A diferença entre autoritarismo e influência é que o primeiro remete ao uso do poder pela coerção, pela punição e pelo medo. De acordo com o psicólogo e consultor, Rogerio Martins, há gestores que apenas “mandam”, pois foram promovidos a determinado cargo, o que denota status.

“Mas, no fundo, não exercem poder de comando sobre os outros, pois não há comprometimento da equipe. Isso acontece também porque não há identificação com o líder e seus propósitos. Quem usa o poder do medo não convence as pessoas”, diz Martins.

O dom de influenciar

Já a influência é a capacidade de fazer com que as pessoas realizem o necessário sem o uso explícito do poder. Esse tipo de liderança implica respeito por parte dos subordinados e é por meio dela que os líderes atingem os resultados esperados pela empresa.

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“Há ainda, nas empresas, muito paternalismo. Com isso, aquele que tem mais tempo de casa se torna o gestor da equipe. Algumas vezes, ele não tem competência para o cargo, mas tem poder para a função. Mas, quando este profissional não é bem preparado, ocorrem os desvios de liderança e sua forma de lidar com o grupo fica pautada no autoritarismo. A velha frase – manda quem pode, obedece quem tem juízo – ainda está bastante presente em diversas organizações”, garante o consultor.

Felizmente, à medida que aumenta a necessidade da empresa ser competitiva, para sobreviver no mercado, o líder autoritário perde seu valor, pois seus resultados são fracos. Além disso, o autoritarismo dá margem para o fortalecimento de organizações e líderes informais dentro das empresas.

Sobre as organizações informais

As chamadas organizações informais, como batizaram os estudiosos do comportamento humano no trabalho, existem em empresas de todos os portes. Diversos estudos demonstraram que esses grupos emergem de uma rede de relações pessoais e sociais, não estabelecidas ou solicitadas pela empresa, de forma espontânea.

Nas organizações informais, o foco são as pessoas e suas afinidades, ao passo que, na organização formal, dá-se importância às posições oficiais, que se estabelecem por meio da autoridade.

Nos grupos informais, o líder oficial exerce pouca influência, de forma que tem dificuldade de controlar as pessoas. O poder costuma vir de semelhantes e, assim como existe o líder formal, nomeado pela direção superior da empresa, existem os líderes informais. Keith Davis e John W. Newstrom explicam, no livro “Comportamento humano no trabalho: uma abordagem organizacional”, publicado pela editora Pioneira em 1996, que as organizações informais surgem em uma empresa “tão previsivelmente quanto crescem flores na primavera”.

E elas afetam o resultado da equipe da seguinte maneira: os funcionários acabam agindo diferentemente do que foi solicitado; os membros de uma equipe podem interagir com determinadas pessoas em freqüência diferente da que é exigida pelo trabalho; e, por último, eles podem adotar atitudes, crenças e sentimentos contrários àqueles esperados pela empresa.

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