SP: desemprego cai para 15,8% em 2006 e atinge o menor patamar em nove anos

Segundo o Seade/Dieese, apesar das 141 mil vagas de trabalho abertas, os desempregados somaram 1,592 milhão

SÃO PAULO – A taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo passou de 16,9% em 2005 para 15,8% no ano passado, atingindo o menor patamar desde 1997.

Os dados fazem parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego, divulgada nesta quarta-feira (31) pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos).

141 mil postos criados

Segundo o levantamento, 141 mil vagas de trabalho foram abertas em 2006. A População Economicamente Ativa (PEA) fechou o ano estimada em 10,075 milhões e o contingente de desempregados ficou em 1,592 milhão.

Entre 2005 e 2006, o setor de Serviços apresentou a maior taxa de crescimento do nível de ocupação: 2,8%. A Indústria (+1,2%) e Outros Setores (+0,8%), o que inclui a Construção Civil e os Empregados Domésticos, vieram em seguida.

Desemprego de 14,2% em dezembro

No último mês do ano passado, a taxa de desemprego na RMSP atingiu 14,2%, resultado praticamente igual aos 14,1% registrados em novembro. Frente a dezembro de 2005, quando o índice chegou a 15,8%, houve uma queda considerável.

A PEA atingiu 10,164 milhões de pessoas e o contingente de desempregados foi estimado em 1,443 milhão, o que significa 1% de aumento na comparação com o mês anterior e 10,2% de queda em relação ao último mês de 2005.

Em dezembro, o nível de desemprego aberto (pessoas sem ocupação à procura de trabalho) ficou em 9,0%. O desemprego oculto por desalento (quem ficou sem trabalho e desistiu de procurar depois de um tempo) atingiu 1,5% e o oculto pelo trabalho precário (temporários que estão procurando emprego) somou 3,7%.

Segmentos da população e regiões

Entre novembro e o último mês de 2006, o desemprego diminuiu principalmente para as pessoas com ensino médio incompleto (-8,4%), fundamental completo (-3,8%) e homens (-3,3%). Por outro lado, aumentou para quem tem o ensino médio completo ou superior incompleto (+4,4%), para as mulheres (+4,2%) e pessoas de 25 a 39 anos (+ 2,6%).

Já a demora para se conseguir uma nova colocação caiu de 52 para 51 semanas na passagem de novembro para dezembro. Em relação ao mesmo mês de 2005, a queda foi de duas semanas.

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No município de São Paulo, a taxa de desocupação subiu de 12,6% em novembro para 13,4% da PEA em dezembro. Já o indicador das demais cidades da região metropolitana passou de 16,1% para 15,3% e o índice da região do ABC caiu de 14,1% para 13,5%.

População ocupada

A população ocupada (PO) da região metropolitana de São Paulo atingiu 8,721 milhões de pessoas no décimo segundo mês do ano, o que mostra um avanço de 1,8% frente ao resultado de dezembro de 2005 e de 0,2% sobre novembro.

Na análise setorial, o setor de Serviços segue como o maior empregador, com 4,666 milhões de pessoas ocupadas. Em contrapartida, o segmento Outros é o que menos emprega, respondendo por apenas 933 mil pessoas ocupadas.

Quanto à inserção no mercado de trabalho, o que se verifica é que a maior parcela da população ocupada possui emprego com carteira assinada no setor privado (3,785 milhões). Em seguida, ficam os autônomos (1,692 milhão) e as demais posições (empregadores, empregados domésticos, profissionais liberais etc), com 1,256 milhão.