Sindicalistas fazem nesta quarta manifestações por salário mínimo de R$ 580

O governo prevê aumento de salário mínimo para R$ 540 e não sinaliza atualização da tabela do imposto de renda

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SÃO PAULO – O grupo de dirigentes sindicais da CUT (Central Única dos Trabalhadores) vai realizar, na quarta-feira (15), em Brasília, duas manifestações pelo salário mínimo no valor de R$ 580 e pela atualização da tabela do imposto de renda.

“Nosso objetivo é pressionar a equipe econômica e a presidente eleita Dilma Rousseff a tomar medidas mais ousadas em relação a esses dois temas do que aquelas que vêm defendendo até agora”, afirmou o presidente da CUT, Artur Henrique.

A primeira manifestação ocorrerá a partir das 10h, em frente à sede do Ministério da Fazenda. A segunda será às 15h, no Palácio da Alvorada, durante encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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O governo prevê um salário mínimo de R$ 540 e não sinaliza atualização da tabela do imposto de renda, que é uma das medidas consideradas essenciais pela CUT.

Reajuste
No último dia 23, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo descartou a possibilidade de aumento do salário mínimo para R$ 580. 

“Queremos manter o critério da lei, que está em vigor desde 2006. Por esse critério, o novo salário mínimo é, arredondando, de R$ 540”, afirmou Bernardo na ocasião.

Já para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o salário mínimo acima de R$ 540 é um risco para o objetivo do governo de consolidar a situação fiscal em 2011.

Segundo Mantega, 2011 será o ano da recuperação fiscal, que terá como riscos o reajuste a aposentados, o reajuste do mínimo acima de R$ 540, valor combinado anteriormente com as centrais sindicais e aumento de salário para os servidores públicos.

Pelo cálculo que está em vigor, o reajuste do salário mínimo para 2011 seria calculado levando-se em conta a inflação dos últimos 12 meses mais a variação do PIB (Produto Interno Bruto) dos últimos dois anos. 

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Com a conta, o reajuste elevaria o salário mínimo a quase R$ 540, contemplando apenas a inflação do período. Para os representantes dos trabalhadores, é preciso abrir uma exceção, uma vez que o PIB de 2009 ficou negativo em 0,2%.