Sindicalistas dizem “não” à proposta do governo sobre o reajuste do salário mínimo

Governo e centrais sindicais ainda não definiram o novo mínimo, mas nova reunião já está marcada para janeiro

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SÃO PAULO – O valor do próximo salário mínimo continua indefinido. Depois de uma reunião otimista na última quinta-feira (15) para tratar do assunto, as principais centrais sindicais (entre elas a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical e Confederação Geral dos Trabalhadores – CGT) se encontraram novamente, na última quarta-feira (21), com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e com outros ministros do primeiro escalão, como Antônio Palocci, da Fazenda, e Paulo Bernardo, do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Dessa vez o otimismo não foi o mesmo. Depois de quase três horas de conversações, o governo não mudou um centavo dos R$ 321,00 previstos na Lei de Diretrizes Orçamentária.

Reivindicação

“Não concordamos nem com R$ 350. Temos a nossa reivindicação e estamos abertos à negociação. Mas a nossa reivindicação é de R$ 400”, afirmou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), João Felício.

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Mas o ministro Marinho já deixou claro que as centrais já podem esquecer um mínimo de R$ 400,00. “Isso seria impossível, não por falta de vontade do governo, mas há impossibilidade orçamentária”, argumentou.

Mesmo assim, os sindicalistas não desistiram. O próximo passo, adianta Felício, é negociar também com o Congresso Nacional. Esse apoio será fundamental para que as negociações, que serão retomas no dia 11 de janeiro, ganhem novo fôlego.

Alcance do reajuste

O presidente da CUT diz que um aumento do mínimo será capaz de elevar o poder de compra de muitas categorias profissionais. “O problema não é resolver a questão daqueles que estão vinculados ao mínimo, mas provocar uma elevação do salário das pessoas de baixa renda”, explica.