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Seu negócio: será que vale a pena pagar hora extra?

Nem sempre vale a pena estender o turno de um funcionário; muitas vezes o mais vantajoso é criar um segundo turno de trabalho

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SÃO PAULO – Uma das tarefas mais difíceis de um pequeno empresário é definir o tamanho ideal da sua equipe, de forma a garantir o máximo de eficiência na produção, sem com isto incorrer em custos exagerados. Pensando nisto, muitos acabam tendo que escolher entre criar um novo turno de trabalho ou pagar hora extra para alguns funcionários.

Fazendo as contas

Antes de decidir entre criar um novo turno ou pagar hora extra para apenas alguns funcionários o empresário deve fazer as contas do quanto gastaria em cada um dos casos. Mas não basta apenas calcular os gastos implícitos em cada uma das alternativas, é preciso comparar os gastos com o faturamento adicional que pode ser obtido.

De acordo com o Sebrae-SP, se os gastos com hora extra são significativos, está na hora de pensar em criar um novo turno. Isto porque a criação de um novo turno, em geral, implica em maior eficiência e melhor utilização do maquinário. Receber hora extra pode motivar um funcionário, que vê na oportunidade uma forma de melhorar seus rendimentos, mas o fato é que passado um certo período sua produtividade tende a cair.

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Além disso, a opção por dois turnos otimiza o uso do maquinário: imagine que uma máquina que custa R$ 10 mil é usada por apenas oito horas, quando pode ser usada pelo dobro do tempo caso fosse criado um segundo turno, produzindo proporcionalmente mais. O uso mais intenso do maquinário obriga o empresário a gastar um pouco mais com sua manutenção e isto também deve ser levado em conta na hora de comparar as duas alternativas.

Compartilhando a administração

Talvez o maior problema da criação dos dois turnos é o fato de que, a menos que você queira trabalhar por mais de doze horas por dia, terá que dividir as responsabilidades da administração da empresa. Isto porque será preciso encontrar alguém para compartilhar as decisões, alguém que possa confiar para tomar decisões na sua ausência.

Em alguns casos, o empresário opta por reduzir a carga de trabalho nos dias de semana, mas em contrapartida obriga o comparecimento aos sábados, de forma a aumentar a produção. Esta medida nem sempre é bem vista pelos funcionários, que temendo perder o emprego aceitam a proposta, mas muitas vezes acabam produzindo menos no sábado. Além disso, a decisão, mesmo que aceita pelos funcionários, só será válida se também for homologada no sindicato. Uma alternativa mais eficiente para aumentos sazonais da demanda é a contratação de funcionários temporários.

Entendendo a legislação

De acordo com a legislação, o funcionário que trabalhar mais do que oito horas por dia terá direito ao pagamento de hora extra, cujo valor está estipulado em como sendo 50% maior do que o valor da hora normal, podendo chegar a um percentual maior dependendo do número de horas extras.

Nos casos excepcionais, em que a empresa tem que cumprir prazo inadiável, o empresário poderá estender a carga de trabalho por até 12 horas ao dia. Contudo, se o trabalho for prestado entre as 22h de um dia às 5h do dia seguinte, o empresário terá que pagar mais 25% sobre o salário, a título de adicional por trabalho noturno.

Com o objetivo de estimular as empresas a criarem um turno adicional, foi aprovada a criação de trabalho em regime parcial, que não excede 25 horas semanais e cuja remuneração será determinada de forma proporcional àquela paga para os funcionários em tempo integral.

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