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Setor têxtil prevê abertura de 40 mil vagas em 2010

Maioria das oportunidades abertas é para linha de produção. A estimativa do setor é fechar 2009 com saldo de 25 mil empregos gerados

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SÃO PAULO – Este ano, o setor têxtil prevê a criação de 40 mil novas vagas. Grande parte destes empregos é formada por funções da linha de produção, como costureiras e cortadores, mas também serão necessários modelistas, engenheiros têxteis, designers, entre outros profissionais.

“É um número muito importante para o nosso estoque de 1,650 milhão de empregos. A gente acredita que 2010 vai ser muito importante para o setor em produção, geração de emprego e renda”, afirmou o presidente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), Aguinaldo Diniz Filho.

Mercado de trabalho têxtil em 2009
De acordo com a associação, de janeiro a novembro do ano passado, o setor criou 34.129 postos formais de emprego. A estimativa é fechar 2009 com saldo de 25 mil empregos. A queda no ano passado é devido a questões de sazonalidade, que alteram o desenvolvimento da área produtiva.

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Por causa da crise econômica internacional em 2008, o setor teve perda de 29.346 postos de trabalho. Entre janeiro e novembro de 2008, a cadeia têxtil e de confecção abriu 51.355 oportunidades de emprego.

O setor de vestuário e têxtil é responsável por 10,6% de todo o emprego gerado na indústria de transformação. Em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), ocupa o sétimo lugar na indústria de transformação. Somando o segmento de calçados, a participação é de 6,8% do PIB e de 16,47% nos empregos gerados.

Desvio de emprego
O setor enfrenta o problema do desvio de emprego para países concorrentes do País, como Indonésia e China, que, para Diniz Filho, pode ser resolvido inclusive com o tratamento da questão das compras governamentais de uniformes e fardas militares.

“Levamos ao ministérios essa condição esdrúxula da farda do Exército brasileira ser comprada da China”, explicou o presidente da Abit, segundo a Agência Brasil.

Diniz reclamou ainda sobre a prática de dumping comercial, social e ecológico que ocorre no País. Disse que o setor necessita de condições de trabalho para enfrentar os países asiáticos, que são considerados mais competitivos.