Setor informal é o que possui problemas mais graves de acidentes de trabalho

O Ministério da Saúde desenvolve uma política nacional focada na atenção integral à saúde dos trabalhadores

SÃO PAULO – Com o objetivo de definir políticas públicas em benefício dos trabalhadores brasileiros, o Coordenador da Área Técnica de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Marco Perez, aproveitou o Dia Nacional de prevenção de Acidentes de Trabalho, na última terça-feira, dia 27 de julho, para divulgar que o setor informal é o que apresenta problemas mais graves para a saúde do trabalhador.

Para o coordenador, a informalidade, inclusive, vêm crescendo nos últimos anos em diversas áreas. “Antigamente, para entregar documentos contávamos com o serviço do office-boy, hoje, eles passaram a ser motoboys”, analisa. Para o coordenador, os riscos para esses profissionais também aumentou muito, sendo que apenas no estado de São Paulo mais de um motoboy morre por dia.

Política nacional que protege a saúde dos trabalhadores

Desde 2003, o Ministério da Saúde começou a desenvolver uma política nacional, focada, principalmente, na atenção integral à saúde dos trabalhadores.

Segundo Perez, a política inclui assistência às vítimas de acidentes de trabalho e doenças relacionadas ao trabalho, em todos os níveis do Sistema Único de Saúde (SUS); promoção de ambientes saudáveis; vigilância dos locais de trabalho; desenvolvimento de estudos e pesquisas na área, e estruturação de uma rede de informações sobre saúde do trabalhador.

Criação de 130 centros de saúde do trabalhador

De acordo com informações da Agência Câmara, entre as estratégias desenvolvidas pelo Ministério da Saúde, destaca-se a criação da Rede Nacional de Atenção Integral em Saúde do Trabalhador (Renast). O objetivo do Renast é criar em todo o país 130 centros de referência em saúde do trabalhador.

“Até o momento, 101 destes centros já foram habilitados, sendo que 70 deles já estão em funcionamento, e o restante, em processo de instalação. Com isso, até o final deste ano, teremos um investimento total de cerca de R$ 27 milhões”, revela Marco Perez.