Demissões

Setor de máquinas e equipamentos em MG prevê mais 9 mil demissões este ano

Além do cenário de vendas desfavorável, a volta da alíquota de 1% a 2,5% sobre a folha de pagamento piorou a situação da indústria de máquinas e equipamentos

arrow_forwardMais sobre

O setor de máquinas e equipamentos em Minas Gerais prevê o desligamento de mais 9 mil funcionários até o fim do ano, o que seria um terço do total de empregos diretos gerados pelo segmento no Estado. De acordo com o diretor regional da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq-MG), Marcelo Veneroso, em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, de 2013 até junho o setor demitiu 4,5 mil pessoas no Estado. No País, conforme o diretor, a expectativa é de 110 mil desligamentos, que se somarão aos 40 mil já efetuados no período anterior.

 

Além do cenário de vendas desfavorável, a volta da alíquota de 1% a 2,5% sobre a folha de pagamento piorou a situação da indústria de máquinas e equipamentos. “Com a volta do imposto, houve um viés de piora, já que a decisão do governo causou uma desmotivação muito grande do setor”, ressaltou. Ele informou que há casos de falência de empresas mineiras e outras repensando locais de atuação tanto em outras unidades federativas do País ou até no exterior.

PUBLICIDADE

 

Em Minas, as demissões ocorrerão em praticamente todos os segmentos da indústria. “Mineração, siderurgia e óleo e gás são os setores que estão mais prejudicados no momento e que podem demitir mais. Mas o agronegócio, que até então tinha desempenho muito bom, dá sinais de queda de vendas e com juros mais altos para financiamento de máquinas não devera investir mais”, disse.

 

Em termos de faturamento, a Abimaq-MG prevê uma queda de 14% em 2015 ante 2014 em Minas Gerais ante recuo de 9% em 2014 ante 2013. O porcentual será maior do que a média nacional, cuja previsão é de um recuo de 9% no ano ante o ano passado.

 

Petrobras

PUBLICIDADE

 

A diminuição de investimentos da Petrobras para 2015 a 2019 também preocupa o setor em Minas Gerais, pelo perfil do parque industrial. Conforme Veneroso, a indústria de máquinas e equipamentos já vinha sofrendo pela suspensão temporária de aportes da estatal. “Esse anúncio só endossa o cenário difícil que estamos tendo e que continuaremos a enfrentar. Na extração de óleo e gás, o fornecimento de produtos é verticalizado. Já no refino há empresas que podem se beneficiar, mas a maioria dos investimentos serão apenas complementares aos que já foram realizados”, explicou.