Setor de call center ofereceu 850 mil vagas em janeiro e cresceu, apesar da crise

As empresas de call center não sentiram a crise e contrataram em ritmo acelerado. Jovens são os principais beneficiados

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SÃO PAULO – Os jovens que não possuem experiência podem se inserir no mercado de trabalho, por meio do setor de call center. Segundo dados da ABT (Associação Brasileira de Telesserviços), em janeiro, foram disponibilizadas 850 mil empregos diretos no segmento.

Ao considerar as empresas que prestam serviços terceirizados, ou seja, que comercializam produtos ou serviços com outras companhias, chegamos ao número de empregos indiretos, que ultrapassou a marca de 1 milhão.

Novas regras

De acordo com o presidente da ABT, Jarbas Nogueira, a privatização do setor de telesserviços e as novas regras do SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) impulsionaram o crescimento.

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“Desde a privatização das teles, o setor vem se desenvolvendo e tem se fortalecido cada vez mais. Tanto que, no ano passado, os reflexos provocados pela crise econômica mundial não foram sentidos pelas empresas do setor. Ao contrário, elas tiveram inclusive de investir ainda mais nos negócios, para se adaptarem às novas regras (do SAC), criadas para todo o País”.

Os jovens

Um levantamento feito pela instituição constatou que o setor de call center é considerado a principal porta de entrada de jovens ao mercado de trabalho formal, já que não há a necessidade de experiência para trabalhar nessa área.

Com isso, 45% das pessoas que trabalham como teleatendentes têm entre 18 e 24 anos.

“Muitos jovens acabam seguindo carreira no setor. Começam como teleatendentes e, aos poucos, vão assumindo cargos de maior responsabilidade. O setor também contribui para que essa pessoa seja um cidadão melhor e pronta para novos desafios. Hoje, há vários exemplos de jovens que se tornaram executivos nas empresas de call center, mas que começaram no atendimento ao cliente”, revela Nogueira.

O mercado

Os setores de call center que oferecem mais vagas são os de serviço financeiro, varejo, telecomunicações, seguros, saúde e editora/gráfica.

Em relação às regiões brasileiras que mais oferecem oportunidades em telesserviços, destaca-se o eixo São Paulo – Rio de Janeiro, com 80% das empresas.

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A premissa de que a maioria dos atendentes de call centers são mulheres é verdadeira. Elas representam 76,8% dos profissionais do ramo.

Quanto ao grau de escolaridade, há um predomínio de pessoas que concluíram o ensino médio, com 74%. Logo em seguida, aparecem os atendentes com o nível superior completo (22%).

A previsão da ABT é que, até o fim de 2009, o setor ofereça mais de 900 mil empregos diretos.