Setor ambiental necessita de mão-de-obra qualificada

De acordo com pesquisa, 84% dos executivos consideram difícil encontrar profissionais capacitados para o setor; 87% acreditam que isso possa piorar

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SÃO PAULO – Apesar do aumento no número de demissões em determinados setores, em decorrência da crise financeira, existem outros, como o ambiental, em que sobram vagas devido à falta de profissionais com conhecimento técnico.

Uma pesquisa dos institutos Greenhouse Gas Management e Sequence Staffing revelou que o mercado de carbono e outras atividades ligadas às mudanças climáticas não encontram profissionais qualificados para as vagas que oferecem.

Segundo o levantamento, 84% dos executivos, cientistas e líderes de organizações dos setores público, privado e sem fins lucrativos, de vários países, consideram difícil encontrar profissionais capacitados para o setor.

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Além disso, entre os entrevistados, 87% acreditam que essa falta de profissionais qualificados será um grave problema nos próximos anos.

Problema

A pesquisa também indica que, para 82% dos entrevistados, as instituições educacionais não disponibilizam as habilidades e os conhecimentos para treinar os profissionais que ingressarão nesse mercado de trabalho.

Entre as pessoas consultadas, 85% creem que a economia verde deve ter um crescimento de 25% no próximo ano. Com isso, haverá mais necessidade de mão-de-obra no setor.

Dessa forma, trabalhos como o de cientista sócio ambiental, que analisa as questões de preservação do meio ambiente, e especialista em aquecimento global, também denominado climatologista (aquele que prevê mudanças climáticas), serão muito valorizados.

Análise

Para o gestor ambiental e diretor da Araúna Energia e Gestão Ambiental, Maurício Maruca, esses dados fazem sentido devido ao rápido crescimento do mercado ligado às mudanças climáticas nos últimos anos, desde a criação do Protocolo de Kyoto.

“A necessidade por especialistas treinados para esse setor é de fundamental importância para que as empresas voltadas ao meio ambiente consigam desenvolver seus projetos de combate ao aquecimento global e, ainda, fazer que isso crie novas oportunidades”, afirma Maruca.

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