Sete Estados batem recorde na geração de empregos com carteira assinada, diz MTE

Em 2007, São Paulo, Rio de Janeiro, Rondônia, Tocantins, Ceará, Maranhão e Goiás registraram maior alta da história

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SÃO PAULO – São Paulo, Rio de Janeiro, Rondônia, Tocantins, Ceará, Maranhão e Goiás bateram recordes no número de vagas celetistas criadas, com a alta mais significativa das últimas duas décadas, no acumulado dos nove primeiros meses deste ano.

A conclusão tem como base dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego, que, desde 1992, monitora as admissões e demissões dos empregados com carteira assinada.

Dados

São Paulo contabilizou 682.049 postos no mercado formal, desde janeiro, número que representa 42% do saldo nacional de 1,6 milhão de vagas. O resultado supera em 92 mil vagas o do mesmo período do ano passado, quando o estado fechou o mês de setembro com uma expansão de 590.476 empregos.

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O setor que mais criou empregos foi o de Serviços, com 208.583. Em seguida, aparecem a Indústria de Transformação (203. 710), Comércio (83.707) e Construção Civil (56.495), cujo saldo deste ano mais que dobrou em relação ao verificado no mesmo período de 2006 (22.902).

Já o Rio de Janeiro criou 102.181 postos, um recorde para os últimos 15 anos. O número representa, inclusive, um crescimento de 21% com relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registradas 83.832 vagas. Mais uma vez, o setor Serviços foi o principal gerador de vagas, com 64% dos postos abertos, ou 64.021, seguido pela Indústria de Transformação (12.623), Construção Civil (11.691) e Comércio (9.421).

Serviços

O setor de Serviços também fez a diferença no Ceará, onde foram criados 28.118 postos no período da pesquisa, sendo que 72% ficaram por conta de Serviços, com 10.770. Logo depois, ficou a Indústria de Transformação (9.637).

O mesmo ocorreu no Maranhão, com o saldo de 16.250 empregos, 17% superior ao mesmo período do ano passado, quando houve formalização de 13.850 vagas. O setor de Serviços abriu 4.619 vagas, seguido por Indústria de Transformação (3.088), Agropecuária (2.933) e Comércio (2.697).

Em Goiás, todavia, a Indústria de Transformação foi a que mais contribuiu, com 26.547 vagas das 60.264 abertas no estado. Outras 10.200 foram criadas na Agropecuária e 10.167, em Serviços.

Em Rondônia, por sua vez, Serviços (2.881 vagas) e Indústria de Transformação (2.765) ficaram quase empatados. No total, o estado registrou 9.596 postos de trabalho, também até o terceiro trimestre do ano. Trata-se do melhor resultado da Região Norte e 42,4% superior ao verificado no estado no mesmo período de 2006.

Previsão

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O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, manteve a previsão de que o País irá fechar o ano com um saldo de 1,6 milhão de postos, superando o recorde de 1,5 milhão de vagas criadas em 2004. “Estou muito otimista. A economia está crescendo, os juros vêm caindo e a inflação permanece controlada. Tudo isso favorece a expansão do emprego formal, que está acontecendo em todas as regiões e em todos os setores da economia”, destacou.