Serviço de recolocação profissional não é só para quem perdeu o emprego

Profissionais procuram a consultoria em busca de sucesso profissional, revela estudo da Manager Assessoria em RH

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SÃO PAULO – É cada vez maior o número de profissionais que recorrem aos serviços de recolocação em busca de desenvolvimento e crescimento na carreira.

Esta foi a conclusão a que chegou a Manager Assessoria em Recursos Humanos, que mostrou que em setembro 55,2% dos 250 profissionais entrevistados procuraram serviço de recolocação para crescer na profissão. Prova disto é que 47,2% destas pessoas estavam empregadas.

Entretanto, 56,8% das pessoas utilizaram o networking – rede de contatos – para conseguir uma nova oportunidade de trabalho. Jornais (10,8%), consultoria de hunting (6,8%), internet (4,8%), outplacement (0,8%) e outras opções (20%) dividem as demais opiniões.

Direcionamento é grande atrativo das consultorias

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A pesquisa mostra também que, na percepção dos profissionais que procuram pelas consultorias especializadas em recolocação, o serviço está mais à frente, quando comparado ao conceito de agência de emprego. Tanto que 34,4% dos profissionais visam, em primeiro lugar, a orientação profissional, seguida da oportunidade de ampliar a rede de contatos (21,6%) e chance de crescimento profissional (16,4%).

Vale dizer que o programa de recolocação profissional atual na elaboração de currículos focados em resultados, avaliação de competências, direcionamento de carreira, concede feedback das entrevistas realizadas, além de orientação na negociação salarial e benefícios, entre outros.

O que faz o profissional repensar o emprego

O estudo revelou ainda outros motivos que levam à busca de recolocação, com destaque para demissão (7,2%), insatisfação com as atividades realizadas (5,6%) e salário (3,6%); reorganização da empresa (3,2%); desentendimento com a chefia (2,8%); plano de demissão voluntária – PDV (0,4%) e outras razões (9,6%).

E no quesito insatisfação, o maior estresse, segundo os profissionais ouvidos pela pesquisa, é desencadeado pela pressão excessiva por resultados (30,8%), bem mais que a definição de prazos (15,2%) e competitividade (12,40%).

Há ainda a parcela dos que criticam a convivência com a chefia (9,2%), o relacionamento com os colegas (10,4%), viagens freqüentes (2,0%), necessidade de atualização constante (0,8%) e outros fatores (15,2%).