Sentindo-se um “peixe fora d’água” na empresa? Veja dicas para contornar situação

Caso o sentimento não seja contornado, profissional pode produzir menos, ficar agressivo, ou mesmo deprimido

SÃO PAULO – Você já se sentiu como um “peixe fora d’água” no ambiente de trabalho? Se sim, saiba que você não é o único, pois, segundo a consultora sênior de RH da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Emília Dias, o sentimento é mais comum do que as pessoas imaginam.

De acordo com Emília, tarefas inadequadas, salário abaixo do praticado no mercado, falta de perspectivas dentro da empresa e relacionamento difícil com colegas ou com a liderança são as situações que mais levam os profissionais à sensação de não pertencimento.

Caso o sentimento, muitas vezes angustiante, não seja contornado, o profissional, alerta a consultora, pode produzir menos, ficar agressivo, ou mesmo deprimido.

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“O profissional pode produzir menos, ficar agressivo, se sentir vítima… Contudo, se a pessoa tiver um bom autocontrole, ela consegue transformar o sentimento em combustível para tentar se destacar”.

O que fazer?
Para não deixar que o sentimento de não pertencimento atrapalhe o desenvolvimento na carreira, Emília diz que o profissional deve, primeiramente, procurar se autoavaliar para tentar descobrir a origem do sentimento. A medida, diz ela, é importante para que a pessoa saiba quais providências tomar.

Feito isso, sugere, a pessoa deve tentar resolver a situação, buscando, por exemplo, o feedback do líder, colocando para o mesmo fatos reais para que ele o ajude a encontrar soluções. Além disso, ressalta, é essencial que o profissional busque maneiras de se automotivar.

Para Emília, a única atitude que não deve ser tomada de forma alguma é deixar a situação como está.

“O profissional que se sente como não pertencendo ao time de trabalho, após procurar avaliar o que realmente está provocando este sentimento, se é, por exemplo, uma percepção equivocada, um problema pessoal, e ainda, após tentar conversar com a liderança continuar se sentindo como “peixe fora d´água”, deve procurar um coaching, uma mudança de área dentro da própria empresa ou ainda uma recolocação no mercado, em um local onde ele possa se sentir mais realizado, profissional e pessoalmente, pois a pessoa tem a responsabilidade sobre sua carreira e realização pessoal”.

Líder
No que diz respeito ao líder, este, avalia a consultora, deve ficar sempre atento à sua equipe, sendo que o isolamento de um profissional pode ser um indício de que algo não está bem.

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“Se o líder perceber que é um problema individual, deve chamar o profissional para uma conversa. Por outro lado, se o problema for da equipe para com a pessoa, deve haver uma conversa individual com cada membro da equipe, pedindo, inclusive, sugestão para solucionar a questão”, sugere.

Por fim, fala a consultora, o líder deve atentar à própria conduta, para que o fato de ele ser mais próximo de determinada pessoa ou grupo dentro da equipe, não faça com que algum profissional se sinta diferente.