Senado vota nesta quarta-feira novo piso do salário mínimo

Na última terça-feira (22), os senadores aprovaram requerimento de urgência que adiantava a votação do projeto

SÃO PAULO – O plenário do Senado Federal vota, nesta quarta-feira (23), o projeto de lei que determina o novo piso do salário mínimo a vigorar no País. A proposta final do reajuste elaborada pelo Executivo é de R$ 545.

Na última terça-feira (22), os senadores aprovaram requerimento de urgência do líder do governo na Casa, senador Romero Jucá (PMDB-RR), para que o projeto de reajuste fosse enviado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania ao plenário já na quarta.

Opiniões
De acordo com informações da Agência Senado, o PSDB vai trabalhar para derrubar o artigo 3º do PLC 1/11, que permite ao Executivo estabelecer por decreto o valor do salário mínimo a vigorar entre 2012 e 2015, inclusive as que serão aplicadas a partir de 1º de janeiro deste ano.

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O senador Paulo Paim (PT-RS) revelou que não irá medir esforços para negociar o maior aumento possível para o salário mínimo. O parlamentar reconheceu novamente a legitimidade das centrais para pedirem uma antecipação do reajuste previsto para o ano que vem.

“Sabemos como será o resultado da votação no Senado Federal, assim como sabíamos qual seria o resultado da votação na Câmara dos Deputados”, afirmou o parlamentar, em entrevista coletiva após a reunião com as centrais sindicais, na tarde da terça-feira (22).

Para Paim, a meta no momento é fortalecer uma política permanente para recomposição das perdas das remunerações pagas a aposentados e pensionistas, nos mesmos moldes da elaborada para valorizar o salário mínimo.

Ele também frisou a importância de se discutir a correção da tabela de dedução do Imposto de Renda da Pessoa Física, o fator previdenciário e a política macroeconômica do governo. 

Governo
De acordo com o líder do bloco e do PT, senador Humberto Costa (PE), as projeções para o salário mínimo, pela atual política para sua valorização, sugerem um valor próximo ao equivalente a US$ 500 (aproximadamente R$ 875, ao câmbio atual) nos próximos anos.

O líder disse esperar que a bancada vote unida em favor da proposta do governo, sem deserções. Contabiliza, assim, 54 votos favoráveis aos R$ 545 – incluído aí o voto de Paulo Paim.