Sem prazo de validade: profissionais com mais de 40 anos têm muito a contribuir

Os mais velhos enxergam as conseqüências de suas atitudes, identificando ameaças e oportunidades automaticamente

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SÃO PAULO – Hoje em dia, é muito comum encontrarmos nas empresas brasileiras jovens com menos de 30 anos em cargos de chefia. Nos últimos tempos, profissionais formados há poucos anos têm sido valorizados por conta de seu ímpeto, sua capacidade inovadora e seu entendimento sobre as tecnologias.

Porém, a executive coach da Sociedade Brasileira de Coaching, Claudia Watanabe, explica que os profissionais com mais de 40 anos estão longe de estarem enferrujados. Muitos deles já atingiram seus objetivos profissionais. Outros deixaram de focar na carreira para dar prioridade à qualidade de vida e à família. Mas, mesmo assim, eles continuam trabalhando.

“Pessoas mais experientes sabem seu valor no mercado e não agem com tanto ímpeto quanto os jovens porque não precisam provar a ninguém que são capazes. Além disso, os valores mudam ao longo dos anos. É comum profissionais dessa faixa etária se preocuparem mais com a saúde, o lazer e a família, muitas vezes deixando cargos executivos para trabalhar como consultores ou abrir o próprio negócio”, diz ela.

Muito a agregar no negócio

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Engana-se quem pensa que profissionais com mais de 40 anos não têm a mesma motivação dos mais jovens ou vontade de se aprimorar profissionalmente. Claudia lembra que eles se preocupam em se atualizar sim! Aliás, segundo ela, a quantidade de pessoas com essa idade buscando MBA, cursos de idiomas, de informática e até mesmo uma segunda graduação é muito grande.

Muitas vezes, não é nem pensando no emprego, explica a executive coach. Eles estudam porque têm vontade de aprender uma segunda ou terceira língua, por exemplo. “Eles estudam mais por uma questão pessoal mesmo”.

Para Claudia, pessoas com mais de 40 anos têm muito a agregar ao negócio, com uma experiência profissional e de vida ímpares. E elas podem ser tão inovadoras e visionárias quanto os mais jovens. A diferença está no ímpeto. Os mais jovens não têm medo de arriscar, mas, dependendo da situação, o tombo pode ser alto. Já os mais velhos conseguem enxergar as conseqüências de suas atitudes, portanto têm mais facilidade para identificar ameaças e oportunidades, de forma automática.

O auge da carreira

O aniversário de 40 anos pode trazer certo desconforto para algumas pessoas. E as incertezas aumentam quando percebemos que, em algumas áreas de atuação, é visível a preferência pelos mais jovens. No entanto, a mentalidade precisa ser mudada, porque as pessoas estão vivendo muito mais.

“Não existe mais essa noção de que alguém com 60 anos já está obsoleto”, afirma a coach. “Há pessoas aposentadas que estão no auge de suas carreiras. Há empresas até mesmo recontratando profissionais aposentados para cargos estratégicos. Principalmente em momentos de crise, a experiência é valorizada”.