Seleção: 46% dos profissionais desaprovam as dinâmicas de grupo

Pesquisa da Curriculum revela que quase metade dos candidatos não estão satisfeitos com a maneira como as dinâmicas são conduzidas

SÃO PAULO – Uma recente pesquisa divulgada pela Curriculum e desenvolvida pela Gentis Panel revelou que quase metade dos profissionais nacionais (46%) estão pouco satisfeitos ou insatisfeitos com a maneira como as dinâmicas de grupo são conduzidas. E, ao que parece, tal queixa não se dá à toa.

Como se não bastassem as longas horas de entrevistas, os candidatos ainda precisam se submeter a uma série de perguntas, que, por vezes, acabam expondo os profissionais perante outros participantes.

“Sabemos que não é fácil ser avaliado e, em muitos casos, o candidato continuará reclamando e não ficará satisfeito”, diz o presidente da Curriculum, Marcelo Abrileri.

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Para ele, o ideal para os recrutadores é que algumas estratégias a respeito das dinâmicas fossem revistas, afinal, tal ferramenta pode ser muito importante nos processos de seleção.

Avaliação psicológica
Outro ponto avaliado pela pesquisa diz respeito à falta de feedback, que, segundo relatos dos entrevistados, tem ocorrido não apenas na fase de recrutamento, mas também constantemente em outras atividades das organizações.

Para se ter uma ideia, neste quesito, 78% das pessoas entrevistadas informaram já ter participado de uma avaliação psicológica durante um recrutamento, contudo, 66% destes profissionais declararam jamais ter recebido um retorno de tal avaliação.

Apenas 26% dos participantes declararam ter recebido um feedback posteriormente e os que tiveram um retorno imediato somaram 8% do total. “Sabemos do acúmulo de tarefas e da falta de tempo tradicional do RH, mas seria interessante que os profissionais da área pudessem encarar estes fatos com mais responsabilidade, seriedade e respeito”, comenta Abrileri.

Para ele, o ideal seria que os recrutadores tratassem os candidatos da mesma forma como gostariam de ser tratados.

Na prática
Já com relação aos testes práticos, 43% dos profissionais informaram acreditar que a realização deles é fundamental para testar os conhecimentos do candidato. Contudo, o percentual de profissionais que declararam que o exame poderia ser substituído por um bate-papo atingiu 36%.

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De qualquer forma, a maior parte (42%) defendeu que os testes deveriam ser marcados de uma forma mais flexível, em horários alternativos para facilitar tanto a rotina do recrutador quando a agenda de compromissos do candidato.

A pesquisa
O levantamento contou com a opinião de mais de 2.500 profissionais em relação às atividades práticas do processo seletivo.