Seade/Dieese: renda dos paulistas não sofre alterações em abril

Salários aumentaram apenas R$ 1, atingindo média de R$ 1.024 na região metropolitana de São Paulo

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SÃO PAULO – Os rendimentos pagos aos trabalhadores ocupados, sejam eles assalariados do setor privado, público ou autônomos, se mantiveram praticamente estáveis de março para abril. A variação registrada foi de 0,1% e a média salarial ficou em R$ 1.024, aumento de apenas R$ 1.

Na comparação com abril do ano passado, houve alta de 0,4% no valor pago às categorias, de R$ 1.020. Convém destacar que os salários analisados se referem a abril, mas foram pagos em maio.

Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de São Paulo divulgada nesta quarta-feira (22), pela Fundação Seade e Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos).

No mês, setores privados registram queda

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De acordo com o levantamento, apesar da estabilidade geral dos salários e da pequena queda de 0,6% na comparação mensal, os trabalhadores do setor de serviços tiveram a maior recuperação de renda no ano: 4,7%. Mesmo assim, seus rendimento ainda ficam atrás da Indústria (R$ 1.043 e R$ 1.190, respectivamente).

Mesmo com os salários mais altos, o setor industrial apresentou um quadro negativo, tanto na análise mensal (-0,1%), como na comparação a abril de 2004 (-1,2%).

Por fim, os comerciários também sofreram queda de 0,6% no mês em seus rendimentos – os mais baixos do setor privado. No ano, a média salarial subiu 2,7%, saindo de R$ 800 para R$ 822 neste último mês de abril.

Salário da carteira assinada foi único a cair

Em termos de crescimento de renda, o rendimento dos trabalhadores sem registro na carteira profissional, ou seja, os informais, aumentou 6,2% em abril, passando a valer R$ 774 na média. Em relação a igual mês em 2004, o salário pago a estes profissionais subiu expressivos 16,8%.

Com salários superiores, os trabalhadores com carteira de trabalho assinada, cujos ganhos mensais ficaram em R$ 1.129 em abril, tiveram queda na renda registrada na pesquisa, da ordem de 0,7% sobre março. Na base anual, o recuo é pouco significativo: 1,1%.

Trabalhadores autônomos receberam salário médio de R$ 733 no quarto mês do ano, valor 1,2% maior em relação ao mês anterior e 4,1% acima do registrado em 2004.

Aumenta disparidade salarial

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As mulheres não têm muito o que comemorar, já que o salário médio pago às trabalhadoras caiu 3,5%, passando a R$ 764, fazendo com que as profissionais passassem a receber 61,7% do salário pagos aos homens. Em março, esta proporção era de 65,1%. Na comparação anual, por sua vez, a queda da renda feminina foi de 4,1%.

Já o rendimento dos homens subiu 1,9% no mês de referência da pesquisa, passando a valer R$ 1.238 em abril. No último ano, eles também registraram aumento de salários em 3,1%.