Seade/Dieese: desemprego nas regiões metropolitanas fica estável em maio

Em relação a abril, houve estabilidade na taxa, e frente ao quinto mês de 2007, queda de 1,6 ponto percentual

SÃO PAULO – A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País permaneceu relativamente estável entre o quarto e o quinto mês de 2008, ficando em 14,8% da PEA (População Economicamente Ativa), que fechou maio em 19,879 milhões de pessoas.

De acordo com os dados da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), divulgados nesta quarta-feira (25) pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), no confronto com maio do ano passado (16,4%), houve queda de 1,6 ponto percentual na taxa de desemprego.

Desemprego por região

Entre abril e maio, a taxa de desemprego subiu em duas das seis regiões analisadas. Os destaques ficaram com Porto Alegre (+1,7%) e Recife (+2%). Por outro lado, Belo Horizonte (-4,5%) e Distrito Federal (-5,4%) registraram queda. Salvador e São Paulo ficaram estáveis.

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Já em relação ao quinto mês de 2007, o índice diminuiu nas seis localidades, com destaque para Belo Horizonte (-18,9%) e Porto Alegre (-13,5%), como é possível observar na tabela a seguir:

Taxa de Desemprego Total
Região MetropolitanaMaio 2007Abril 2008Maio 2008
Distrito Federal18,4%18,4%17,4%
Belo Horizonte13,2%11,2%10,7%
Porto Alegre14,1%12%12,2%
Recife21,1%20,1%20,5%
Salvador22,5%20,8%20,8%
São Paulo15,5%14,2%14,1%
Total16,4%15%14,8%

Fonte: Convênio Seade-Dieese, MTE/FAT e convênios regionais

Tipos de desemprego

A pesquisa revela também que, em maio, o contingente de desocupados nas seis principais regiões metropolitanas do País registrou queda de 0,6% frente ao mês anterior. No total, 2,949 milhões de pessoas estavam desempregadas, o que representa 6,1% a menos que no mesmo mês de 2007.

Considerando as diferentes formas de desocupação, nota-se que o nível de desemprego aberto, que representa o conjunto de pessoas sem ocupação à procura de trabalho, teve queda de 0,3% na comparação mensal e de 5,7% na anual.

O desemprego oculto por desalento – que inclui quem ficou sem trabalho e, depois de procurar emprego por muito tempo, acabou desistindo da busca – registrou decréscimo de 4,8%, em um mês, e de 2,6%, em um ano.

O desemprego oculto pelo trabalho precário – que engloba as pessoas que possuem uma ocupação temporária, mas que estão procurando emprego – subiu (+0,5%) na comparação mensal, mas caiu -8,9% no confronto anual.

População ocupada

A população ocupada (PO) das áreas analisadas atingiu 16,930 milhões de pessoas no quinto mês do ano, o que mostra aumento de 0,5% frente ao resultado de abril e de 5,6% sobre maio de 2007.

Na análise setorial, o segmento de Serviços aparece como o maior empregador, com 9,077 milhões de trabalhadores, seguido pelo Comércio (2,747 milhões). Em contrapartida, a Construção Civil responde por apenas 929 mil empregados.

Quanto à inserção no mercado de trabalho, verifica-se que a maior parcela da população ocupada possui emprego com carteira assinada no setor privado (7,501 milhões). Em seguida, ficam os autônomos (3,11 milhões) e os trabalhadores do setor privado sem carteira assinada (1,891 milhão).