Seade/Dieese: desemprego nas regiões metropolitanas cresce para 15% em março

Em relação a fevereiro, houve alta de 0,5 ponto percentual na taxa e frente ao terceiro mês de 2007, queda de 1,6 p.p.

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SÃO PAULO – A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País elevou-se entre o segundo e o terceiro mês de 2008, passando de 14,5% para 15% da PEA (População Economicamente Ativa), que fechou março em 19,791 milhões de pessoas.

De acordo com os dados da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) divulgados nesta quarta-feira (30) pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), no confronto com março do ano passado (16,6%), houve queda de 1,6 ponto percentual na taxa de desemprego.

Desemprego por região

Entre fevereiro e março, a taxa de desemprego subiu em todas as regiões analisadas, com exceção de Belo Horizonte, onde houve estabilidade. Os destaques ficaram com Recife (+0,9 p.p.) e São Paulo (+1,3 p.p.).

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Já em relação ao terceiro mês de 2007, o índice diminuiu nas seis localidades, com destaque para Belo Horizonte (-2,4 p.p.) e São Paulo (-1,6 p.p.), como é possível observar na tabela a seguir:

Taxa de Desemprego Total
Região MetropolitanaMarço 2007Fevereiro 2008Março 2008
Distrito Federal18,9%17,6%18,2%
Belo Horizonte13,8%11,4%11,4%
Porto Alegre12,9%11,3%11,7%
Recife21,1%18,9%19,8%
Salvador22,9%20,9%21%
São Paulo15,9%13,6%14,3%
Total16,6%14,5%15%

Fonte: Convênio Seade-Dieese, MTE/FAT e convênios regionais

Tipos de desemprego

A pesquisa revela também que, em março, o contingente de desocupados nas seis principais regiões metropolitanas do País registrou aumento de 4,1% frente ao mês anterior. No total, 2,969 milhões de pessoas estavam desempregadas, o que representa 6,4% a menos que no mesmo mês de 2007.

Considerando as diferentes formas de desocupação, nota-se que o nível de desemprego aberto, que representa o conjunto de pessoas sem ocupação à procura de trabalho, teve alta de 5,1% na comparação mensal e queda de 5% na anual.

O desemprego oculto por desalento – que inclui quem ficou sem trabalho e, depois de procurar emprego por muito tempo, acabou desistindo da busca – registrou aumento de 3,4% em um mês e redução de 7,2% em um ano.

Já o desemprego oculto pelo trabalho precário – que engloba as pessoas que possuem uma ocupação temporária, mas que estão procurando emprego – apresentou elevação (1,3%) na comparação mensal e decréscimo (9,9%) na anual.

População ocupada

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A população ocupada (PO) das áreas analisadas atingiu 16,823 milhões de pessoas no terceiro mês do ano, o que mostra leve queda de 0,2% frente ao resultado de fevereiro e avanço de 5,7% sobre março de 2007.

Na análise setorial, o segmento de Serviços aparece como o maior empregador, com 8,988 milhões de trabalhadores, seguido pelo Comércio (2,790 milhões). Em contrapartida, a Construção Civil responde por apenas 937 mil empregados.

Quanto à inserção no mercado de trabalho, verifica-se que a maior parcela da população ocupada possui emprego com carteira assinada no setor privado (7,492 milhões). Em seguida, ficam os autônomos (3,097 milhões) e os trabalhadores do setor privado sem carteira assinada (1,878 milhão).