São Paulo: 31% afirmam que alguém do lar perdeu o emprego

Apesar disso, a maioria dos que exercem atividades remuneradas acreditam que não correm risco de serem demitidos

SÃO PAULO – Um terço dos moradores de São Paulo (31%) afirmaram que alguém em sua residência perdeu o emprego nos últimos seis meses. Dentre esse montante, 8% declararam ter sido ele próprio a perder o emprego.

Entre os entrevistados que perderam o emprego, 4% tinham carteira assinada, o que corresponde a 320 mil paulistanos com 16 anos ou mais.

Os dados fazem parte da pesquisa divulgada segunda-feira (9) pelo Datafolha. Foram entrevistados 613 moradores da cidade de São Paulo, a partir dos 16 anos de idade, nos dias 3 e 4 de fevereiro. A margem de erro máxima é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

Expectativas

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Apesar das demissões quem vêm ocorrendo no mercado, a maioria dos moradores da capital paulista que exercem atividades remuneradas (66%) acreditam
que não correm risco de serem demitidos. Quando comparado ao levantamento anterior, realizado em 2003, o percentual é sete pontos menor, uma vez que, naquela ocasião, 73% diziam que não corriam o risco de perderem o seu emprego.

Já para 23% dos entrevistados existe algum risco de demissão. E apenas 8% consideram que é muito grande a chance de ficar sem emprego.

Entre os pesquisados, a maioria (55%) dos que trabalham afirmam que a possibilidade de ficar sem emprego não lhe causa medo. Já para 25% ficar desempregado é uma das possibilidades que causam mais temor. No levantamento anterior, os índices eram de, respectivamente, 52% e 24%.

Governo

Quando indagados sobre a atuação do governo no combate ao desemprego, para 41% dos residentes em São Paulo, o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é ótimo ou bom. No entanto, um terço dos entrevistados acham que a sua atuação é regular e, para 22%, o presidente é ruim ou péssimo para lidar com esse problema.

No que diz respeito à renda familiar mensal, as ações do presidente para o emprego são aprovadas por 42% da população que têm renda entre cinco e dez salários mínimos; e por 38% dos que possuem rendimento acima de dez salários mínimos.

As pessoas entre 25 e 34 anos de idade são as que mais aprovam as medidas do governo para o combate ao desemprego (51%); já entre as que têm 60 anos ou mais, o índice cai para 33%.

Motivos

Entre as razões para o aumento dos índices de emprego, 19% dos entrevistados acham que o governo federal é o principal responsável.

A crise
mundial aparece em segundo lugar com 9%. Um quinto da população não soube responder a pesquisa.