Sebrae

Salários pagos pelas MPEs cresceram mais do que nas grandes empresas

Entre 2000 e 2011, remuneração real dos empregados nas MPEs cresceu 18%, o dobro do aumento verificado nos salários pagos pelas médias e grandes empresas

SÃO PAULO – Um levantamento divulgado pela Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) revelou que entre 2000 e 2011 a remuneração real – descontada a inflação – dos empregados nas MPEs (Micro e Pequenas Empresas) cresceu 18%, o dobro do aumento verificado nos salários pagos pelas médias e grandes empresas, que foi de 8,9%

Essa diferença, segundo os dados, pode ser explicado pelo crescimento na oferta de vagas. No período, os pequenos negócios foram responsáveis pela geração de sete milhões de novos empregos, ou seja, 52% dos postos ofertados.

O presidente do Sebrae, Luiz Barretto, afirma que as mudanças no ambiente legal e na economia brasileira nos últimos anos contribuíram fortemente para esse cenário positivo do trabalho nos pequenos negócios. Ele cita que no aspecto político, houve a criação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, do Supersimples e o surgimento do Microempreendedor Individual.

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E no campo socioeconômico, houve o fortalecimento da Classe C e o aquecimento do mercado interno também foram determinantes. “O mercado brasileiro, com mais de cem milhões de consumidores, ajudou no crescimento das micro e pequenas empresas, que precisaram contratar mais. E com o nível de emprego em alta, o aumento dos salários também contribui para reter mão de obra qualificada.”

Salário por setor
Ao analisar o salário por setor, os dados indicam que no comércio, o aumento real foi de 22%. Em seguida aparecem a construção civil e a indústria, com alta de 21%, cada um.

Por faixa etária, os os jovens e os empregados com 60 anos ou mais foram os que obtiveram os maiores incrementos salariais. Empregados entre 18 e 24 anos tiveram um aumento médio salarial de 26%, mesmo percentual de acréscimo verificado no pagamento dos funcionários com 60 anos ou mais.

“No início da década passada, a taxa de desemprego ainda era alta nessas faixas etárias e, com o aquecimento do mercado de trabalho, os pequenos negócios, que sempre foram uma boa porta de entrada para jovens, também passaram a receber os mais experientes, que retomaram suas atividades profissionais.”