Salários dos trabalhadores paulistas caem 0,4% em maio

Remuneração média na região ficou em R$ 1.024; retração é provocada pela queda nos ganhos dos assalariados do setor privado

SÃO PAULO – Os rendimentos da população ocupada da região metropolitana de São Paulo diminuíram 0,4% em maio, na comparação com abril, caindo para uma média de R$ 1.024, valor R$ 4 abaixo do verificado no mês anterior.

Já diante do mesmo período do ano passado, a queda dos ganhos mensais apresenta-se ainda mais intensa, chegando à variação negativa de 3,2%, uma vez que naquela época os salários médios dos assalariados e autônomos da região alcançavam R$ 1.057.

Os dados fazem parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego divulgada nesta quarta-feira (20) pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos). Vale dizer que os rendimentos analisados foram pagos em junho, mas se referem à remuneração de maio.

Queda nos salários da iniciativa privada explica resultado

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A retração nos valores médios pagos às pessoas ocupadas na região metropolitana de São Paulo decorre principalmente da queda de 0,8% nos rendimentos de assalariados da iniciativa privada, o que levou os ganhos do setor para R$ 1.036, ante R$ 1.045 registrados em abril.

Dentro deste grupo de profissionais, a maior redução de salários em maio ocorreu no Comércio, no qual as remunerações dos funcionários diminuíram em 3,4% sobre o mês anterior, ficando em R$ 797, a menor cifra apurada entre os assalariados da iniciativa privada. O segmento de Serviços também protagonizou queda significativa nos rendimentos de seus trabalhadores, com variação negativa de 2,7% e ganhos médios estimados em R$ 1.019.

Com os maiores salários da iniciativa privada, os empregados da Indústria ainda foram beneficiados por um aumento de 2,5% em maio, responsável por alçar os valores médios pagos pelo setor a R$ 1.225.

Já os trabalhadores autônomos conseguiram melhorar suas rendas mensais em 0,2% no período, elevando-as para R$ 737, média mais baixa ao se considerar o total da população ocupada da região metropolitana de São Paulo.

Remuneração dos informais subiu em maio

Os assalariados informais, que não possuem carteira de trabalho assinada, tiveram alta de 1,7% em seus ganhos de maio, fazendo com que os salários médios saltassem para R$ 791. Os profissionais formalizados, por sua vez, embora recebam mais que os outros, viram sua remuneração diminuir 1,4% no mês e cair para R$ 1.118.

Diante do ano anterior, o comportamento dos salários das duas posições se mantém semelhante: alta considerável de 14,5% no que se refere a pagamentos dos informais; e queda de 3,9% entre os assalariados com carteira assinada.

Homens ganham mais

A disparidade salarial existente entre homens e mulheres foi reduzida em maio, tendo em vista que os ganhos mensais da população ocupada do sexo masculino reduziram-se em 0,5% no período, passando para R$ 1.237, enquanto os rendimentos femininos permaneceram estáveis na passagem de abril para maio, estimados em R$ 767.

Ao se considerar a comparação com 2004, porém, constata-se que no longo prazo a desigualdade tem aumentado, já que a remuneração dos homens não se alterou em 12 meses, ao passo que a das mulheres diminuiu em 8,2%.