Salário mínimo: centrais sindicais decidem reivindicar R$ 360

Em reunião realizada nesta terça-feira na CGT, principais centrais reduziram o valor da primeira proposta, que era de R$ 400

SÃO PAULO – O novo valor do salário mínimo pode estar próximo de ser decidido. Depois de algumas reuniões no final do ano passado entre o Governo Federal e as principais centrais sindicais – CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, CAT (Central Autônoma dos Trabalhadores) e SDS (Social Democracia Sindical) -, um novo encontro está marcado para a próxima quarta-feira (11) pela manhã, no Ministério do Trabalho e Emprego.

“Não abriremos mão nem de dez centavos sobre o mínimo. Se não houver fechamento de acordo, levaremos a briga para o Congresso Nacional”.

Com estas palavras, o presidente da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Antonio Carlos dos Reis Salim, comentou a proposta de R$ 360,00 definida nesta terça-feira, em reunião com as outras centrais na própria confederação.

Primeira proposta era de R$ 400,00

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Apesar de reduzir o valor da última proposta (R$ 400,00), os sindicalistas vão pedir que o Governo corrija em 10% da tabela do Imposto de Renda (IR).

O sindicalista acredita que, com estas medidas, aproximadamente oito milhões de trabalhadores, que têm apenas o salário mínimo como renda, serão beneficiados.

Para isso, a CGT espera que Lula mude os rumos da política econômica atualmente em vigor. “Vamos levar a proposta de aumento, mas importante também é discutir propostas de recuperação do salário mínimo”, lembra o presidente.