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Salário médio real pago pelas empresas formais aumenta 5,6% de 2000 a 2006

Sudeste é a região que concentra mais da metade dos assalariados e dos salários pagos no Brasil - 51,5% e 56,6%, respectivamente

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SÃO PAULO – O salário médio mensal real das 5,7 milhões de empresas formais existentes no Brasil em 2006 cresceu 5,6%, entre 2000 e aquele ano, de acordo com estatísticas do Cempre (Cadastro Central de Empresas), divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (24).

Entretanto, se medido em salários mínimos médios, o rendimento mensal médio das empresas reduziu-se de cinco para seis salários mínimos médios, no período.

O fenômeno foi igualmente observado não só nas empresas (de 4,7 para 3,2 salários mínimos médios), como também nas entidades sem fins lucrativos (de 4,7 para 3,5 salários mínimos médios) e na administração pública (de 6 para 4,7 salários mínimos médios). Entretanto, de 2005 para 2006, observou-se uma pequena recuperação na administração pública (de 4,6 para 4,7 salários).

Sudeste é destaque

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O Sudeste é a região que concentra mais da metade dos assalariados e dos salários pagos no Brasil – 51,5% e 56,6%, respectivamente. A região Sul, segunda colocada, tinha pouco mais de um terço da participação da região Sudeste no pessoal assalariado, 18,1%, seguida do Nordeste, com 17,6%.

Em quatro das cinco regiões, a participação dos assalariados nas grandes empresas e outras organizações era maior do que nas pequenas e médias. A exceção foi o Sul, com participações relativas equivalentes.

Quanto aos salários pagos, o Sudeste concentrava 56,6% do total. Em seguida, aparece o Sul, com 16,4%. As unidades das grandes empresas e outras organizações foram responsáveis por 70% dos salários pagos no ano, dos quais 38,7% foram pagos pelas unidades da região Sudeste.

Vários Brasis

Para se ter uma idéia da disparidade entre as grandes regiões brasileiras, enquanto no Sul o salário médio mensal nas unidades das grandes empresas era de 4,3 salários mínimos médios, no Nordeste esse número era de 3,1 salários. A diferença é de nada menos que 38,7%.

A surpresa foi que a maior média de salário pago foi na região Centro-Oeste, com 4,4 salários mínimos, enquanto o menor foi pago no Nordeste (2,6 salários mínimos). Já a média brasileira em 2006 foi de 3,6 salários. O Sudeste tinha o segundo maior salário médio mensal, com 3,9 salários mínimos médios.

Quanto aos salários pagos pelas pequenas e médias empresas, a menor média foi encontrada no Nordeste (1,7 salário mínimo médio), ficando 52,8% abaixo da média salarial do País e 29,2% abaixo da média salarial das pequenas e médias empresas.

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Já o maior salário foi pago pelas unidades das grandes empresas do Centro-Oeste (seis salários mínimos médios), ficando 66,7% acima da média salarial do País e 30,4% acima da média salarial das grandes organizações. Por sua vez, a maior disparidade salarial entre as pequenas e médias empresas e das grandes foi encontrada no Centro-Oeste (172,7%) e a menor, no Nordeste (82,4%).

O peso das pequenas e médias empresas

Em 2006, as empresas brasileiras, no total, possuíam 6,1 milhões de unidades locais. Mais da metade (50,5%) delas estavam no Sudeste. Já a região Sul concentrava menos da metade das unidades locais do Sudeste (23,3%), seguida pelo Nordeste (15,6%), Centro-Oeste (7,1%) e Norte (3,5%). Cerca de 6 milhões de unidades locais (97,4% do total) eram de pequenas e médias empresas e outras organizações, enquanto somente 2,6%, ou 158,6 mil eram de grandes.