Salário médio de admissão do brasileiro cresce 5,24% em 2009

O aumento do salário oferecido na contratação foi maior entre as mulheres (5,64%) do que entre os homens (4,49%)

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SÃO PAULO – As empresas brasileiras estão oferecendo um salário maior na hora de contratar. Pelo menos foi o que aconteceu em 2009, quando o salário médio de admissão dos brasileiros cresceu 5,24%, em termos reais, na comparação com o ano anterior.

De acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), o salário médio oferecido para a contratação passou de R$ 741,68 para R$ 780,56 entre 2008 e 2009.

“O ganho real, acima da inflação, foi a alavanca da economia brasileira para vencer a crise”, disse o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

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Mulheres x homens
O salário médio de admissão das mulheres cresceu 5,64% no ano passado, frente a 2008, enquanto o dos homens sofreu uma elevação de 4,49%.

No caso das mulheres, os maiores ganhos reais no salário médio de admissão estavam nos estados de Sergipe (32,29%), Tocantins (13,83%), Amazonas (13,74%), Alagoas (10,38%) e Rio Grande do Norte (10,29%). Em relação aos homens, estavam também em Sergipe (32,51%), além de Rondônia (12,65%) e no Alagoas (9,15%).

“Isso diminui a injustiça, a indiferença. A diferença ainda é grande, mas é reduzida ano a ano. As mulheres conseguiram avançar e isso é muito importante para a sociedade”, afirmou o ministro.

Estados e setores
O estado de São Paulo lidera com o maior salário médio de admissão, de R$ 913,48, seguido pelo Rio de Janeiro (R$ 841,79), pelo Distrito Federal (R$ 817,79), por Sergipe (R$ 766,23) e pelo Amazonas (R$ 759,16).

Os menores salários médios de admissão, por sua vez, estão no Rio Grande do Norte (R$ 581,89), na Paraíba (R$ 587,84) e no Ceará (R$ 601,69).

Quando analisados os setores econômicos, o maior aumento real do salário de admissão, no ano passado, foi na Administração Pública (+12,34%), seguida pela Indústria de Minerais Não-Metálicos (+9,55%). Houve redução nas indústrias de Material de Transporte (-19,96%) e de Material de Comunicação (-13,76%).

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