Salário das grandes empresas diminuiu entre 2000 e 2006, diz IBGE

Em 2000, as companhias pagavam em média 4,7 salários mínimos mensais, em 2006 eram 3 salários mínimos

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SÃO PAULO – O salário médio das pessoas que trabalham em grandes empresas, com mais de 250 funcionários, diminuiu de 4,7 salários mínimos mensais para 3 entre 2000 e 2006. É o que mostra a PAC (Pesquisa Anual do Comércio), feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e divulgado nesta sexta-feira (13).

Em 2006, essas empresas foram responsáveis pelo pagamento de R$ 16,2 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações, com uma participação de 26,3% do total de pagamentos. Em relação a 2000 (26,5%), houve estabilidade.

Por outro lado, essas companhias aumentaram em 1,9 pontos percentuais a participação no pessoal ocupado, alcançando 1,2 milhão de empregados. Em 2006, elas também geraram 382,6 bilhões em receita operacional líquida, correspondendo a 35,9% do total, enquanto em 2000, correspondia a 34,4%.

Sudeste teve maior queda

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O salário das pessoas do Sudeste também apresentou queda, de 5,4 salários mínimos mensais em 2000, para 3,5 em 2006. A região também perdeu representatividade na massa de salários, passando de 63,4% para 62,8% no período, enquanto o Centro-Oeste subiu de 5,6% para 6,5%.

Além disso, o Sudeste respondeu por 54,1% do pessoal ocupado do país, uma queda de 2,1 p.p. na comparação com 2000. Outra vez, o Centro-Oeste teve o maior aumento, de 5,8% para 6,7%.

Mesmo assim, o Sudeste, juntamente com o Norte, se destacou na massa de salários, retiradas e outras remunerações das grandes empresas, com resultados acima da média nacional. Enquanto a região Norte manteve-se estável em 34,7%, a Sudeste apresentou aumento de 28,1% para 28,3%.

A receita bruta de revenda das grandes empresas continua concentrando-se na região, embora em menor proporção: em 2000 a participação era de 58,7%, e em 2006, de 56%.

Atacado e varejo

O comércio varejista foi a atividade com maior número de grandes empresas em 2000 e 2006, embora tenha perdido participação, de 66,9% para 59%. Hipermercados e supermercados foi a atividade com maior participação, de 41,7% em 2000 e 44,4% em 2006.

O comércio de veículos, peças e motocicletas teve o maior aumento percentual, de 7,4% para 11,5%. Já as grandes empresas do comércio atacadista apresentaram a maior receita líquida de revenda no período, passando de 51,5% para 55,1% no período.

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